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PSL, um saco de gatos

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Deputado Eduardo Bolsonaro, novo líder do PSL na Câmara

 

O PSL, o partido do presidente Jair Bolsonaro, virou um saco de gatos. A disputa interna pela liderança do partido na Câmara dos Deputados vem se acirrando a cada dia. Ela é apenas um dos sintomas da mais grave crise vivida pela sigla desde que chegou ao poder.

Duas alas do PSL estão em guerra declarada: uma controlada pelo presidente Bolsonaro e a outra comandada pelo presidente nacional da sigla, deputado Luciano Bivar.

Na semana passada, o grupo ligado ao presidente investiu contra o líder do partido na Câmara, deputado Delegado Waldir. A ideia era colocar o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, na liderança da legenda. Mas os deputados palacianos perderam a batalha.

No final de semana, porém, o delegado Waldir se convenceu, ou foi convencido, de que obteve uma vitória de Pirro. E ontem surpreendeu os meios políticos ao entregar a liderança do partido.

Com essa reviravolta, o deputado Eduardo Bolsonaro acabou sendo confirmado como o novo líder do PSL na Câmara Federal. A troca-relâmpago no comando da agremiação chegou a ser vista como uma chance de sobrevivência à tempestade que abala o partido.

A crise, porém, não foi debelada. O novo líder assumiu fazendo uma caça às bruxas. E a sangria segue desatada.

Assim, o PSL, um partido que, à sombra do prestígio de Bolsonaro saiu de 8 para 53 parlamentares na Câmara, é hoje uma casa de palha pegando fogo.