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PEC reduz número de parlamentares

Foto: Agência Senado

Pela proposta, Senado funcionaria com 24 cadeiras a menos e Câmara perderia 171 deputados

 

Os políticos falam, por uma só voz, que a crise econômica e financeira do Brasil impõe o corte de gastos públicos.

E, do presidente da República a prefeitos, passando por governadores e ministros, a ordem é meter a tesoura nas despesas públicas.

Geralmente, a corda arrebenta do lado mais fraco, ou seja, os gastos são cortados para quem mais precisa do poder público.

Assim, são afetadas as áreas da educação, da saúde, da segurança e a social.

Ao tempo em que isso acontece, os políticos cuidam de reforçar seus caixas para as campanhas eleitorais.

Além do Fundo Partidário, para azeitar as máquinas dos partidos, foi criado também o Fundo Eleitoral, ambos com receitas bilionárias.

Essa dinheirama é tirada de onde? Do orçamento público, portanto, do cofre oficial. Sai de onde não deveria sair.

Em resumo, impor sacrifício aos outros tem sido a especialidade dos políticos. Mas de cortar a própria carne eles não querem nem ouvir falar.

Congresso menor

O senador Álvaro Dias, do Podemos, apresentou, por exemplo, uma PEC que reduz a quantidade de senadores de 81 para 57, e o total de deputados federais de 513 para 342.

É uma medida que, conforme o parlamentar, dará ao Brasil um Congresso mais enxuto e mais econômico.

A medida teria efeito cascata, pois implicaria a redução de cadeiras nas Assembleias Legislativas de todos os Estados.

Mas essa PEC não sai do lugar. E já que é praticamente impossível cortar o número de parlamentares, não seria descabido propor que pelo menos se cortassem as benesses deles pela metade.

Claro que isso não acabaria a grave crise econômica brasileira, mas o país faria uma grande economia, e o Congresso daria um sinal de solidariedade aos brasileiros, especialmente àqueles que formam o contingente de milhões de desempregados.