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O trem pega velocidade

Se teve um desempenho sofrível no plano político, com muitas atribulações, em seu primeiro ano de mandato, o governo Bolsonaro saiu-se bem, no entanto, na área econômica.

O governo fecha o ano com um saldo positivo, com a melhoria significativa de vários indicadores.

Esse desempenho decorre da opção da equipe econômica por manter a agenda do governo anterior, o do presidente Michel Temer, com foco na recuperação da economia, após a maior crise de sua história.

Assim, a taxa de juro, que estava em queda, desceu ao mais baixo patamar da história, fechando 2019 com 4,5%. No final do Governo Dilma Rousseff, ela chegou a 14,25%.

A taxa de inflação também se manteve em queda, ficando em pouco mais de 3% em 2019.

O risco-Brasil também caiu ao menor patamar desde 2013, sinalizando o aumento da confiança dos investidores internacionais no país.

O melhor e mais alvissareiro cenário do Brasil, na área econômica, no ano que se finda, foi na geração de novos empregos. Por nove meses consecutivos, a oferta de empregos foi maior que a taxa de desemprego.

O Brasil encerrou o ano com quase um milhão de empregos a mais. É, ainda, uma retomada lenta, em um país que chegou a ter 14 milhões de desempregados, mas ela indica consistência na política de retomada dos postos de trabalho.

A consequência disso tudo é o incentivo ao investimento. Com a reforma da Previdência e mais esses novos indicadores, a expectativa de um melhor desempenho no plano econômico, em 2020, não é uma esperança vã, no que pese os desafios a serem enfrentados ainda.

No geral, o cenário mostra que o trem da economia começa a pegar velocidade.Em um país com tantas desconfianças, frustrações e crises, não é pouco.