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E o ano letivo não começa

Somente ontem chegou à Assembleia Legislativa o projeto de correção do piso do magistério. Em greve, os professores chegaram antes e solicitaram uma audiência pública para discussão do projeto.

O reajuste encaminhado pelo governador Wellington Dias deixará o piso estadual em R$ 3.167,00, segundo o secretário de Governo, Osmar Júnior.

As lideranças do magistério não aceitam a proposta. Querem a correção de 12,84%, com vigência a partir de janeiro, como manda a lei.

O governo alega que tem impedimentos legais para dar o reajuste nesse percentual. É que o Piauí está no limite prudencial da Lei da Reponsabilidade Fiscal (LRF).

Pela previsão do governo, o Estado só deve sair desta situação a partir de maio.

O impasse está criado. Os professores decidiram decretar greve geral por tempo indeterminado.

Na greve de 2018, a rede estadual perdeu 60 mil alunos para escolas municipais e particulares. Com a redução nas matrículas, o Estado perdeu R$ 90 milhões para a educação este ano.

Esta queda de receita é, segundo o governo, um dos motivos que impedem o Piauí de sair, agora, do limite prudencial da LRF.

Nessa sucessão de perdas, o quadro, então, é este: o Piauí ainda não conseguiu abrir o ano letivo de 2020 e os alunos estão perdendo aula.

 

 

Agenda das reformas

O Congresso Nacional tem uma superpauta de reformas para votar este ano, mas não demonstra até agora muito interesse em cumprir a tarefa.

Entre as mudanças, através de Propostas de Emendas à Constituição, estão as reformas tributária e administrativa, além do Plano Mais Brasil (3 PEC’s – emergencial, dos fundos e do pacto federativo).

Também estão na agenda do ano a prisão em 2ª instância (na Câmara, é PEC; no Senado, Projeto de Lei) e o novo Fundeb.

Eleições

A aprovação de tantas mudanças já seria uma proeza em ano sem eleição. Imagine com uma campanha eleitoral no meio, como 2020!

Sem levar em conta que em matéria de articulação política com o Congresso o governo Bolsonaro não melhorou nada do ano passado para cá.

Deve achar que a aprovação das reformas vai cair do céu.

Alto lá!

O presidente regional do MDB, senador Marcelo Castro, foi curto e grosso: a Executiva Municipal de Teresina nem invente de expulsar o vereador Luiz Lobão da sigla, que ele derruba a decisão, na direção estadual.

O MDB de Teresina está lambendo os beiços para defenestrar Lobão da sigla, por considera-lo infiel.

Balançou

A propósito, quem andou se balançando para desistir da breve filiação ao MDB foi o presidente da Câmara Municipal de Teresina, vereador Jeová Alencar.

Ele fez e refez as suas contas e desconfiou que a sua situação eleitoral no partido não seria fácil.

Mas foi convencido a levar adiante a ideia de sair do PSDB.

Foto: Divulgação

Novo Cidadão Teresinense - O ex-secretário Francisco Antônio Alencar é o mais novo cidadão teresinense. Ele recebeu o título no final de semana, na celebração dos seus 70 anos. Alencar nasceu em Pio IX e veio para Teresina ainda adolescente. Foi seminarista e, depois, servidor público concursado. Exerceu os cargos de diretor de Assuntos Municipais do Governo do Estado e de secretário de Segurança; de Justiça e de Educação. Aposentou-se como auditor fiscal de renda. Ultimamente, era vice-reitor da UniNovafapi. O título de cidadania foi aprovado pela Câmara Municipal de Teresina em 1995, por iniciativa do vereador Olésio Coutinho.  

 

 

* O prematuro falecimento do jornalista Ubiracy Saboia enlutou a imprensa piauiense.

* Ele encerrou a sua jornada ontem, aos 46 anos, quando muito ainda poderia dar ao jornalismo.

* Bira, como o chamávamos, trabalhou nos principais veículos de comunicação do Piauí. Talentoso, ético, educado, prestativo e bem-humorado.

* Será lembrado como um dos grandes valores da geração que sucedeu a de seu saudoso pai, Pires de Saboia, mestre de muitos de nós.

 

 

Súmula

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho, garantiu aos líderes do magistério que haverá audiência pública nas Comissões Técnicas para discutir o reajuste do piso do professor. Sobre a aprovação ou não da proposta, em plenário, observou:

- A Assembleia nunca rejeitou aumento.