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Piauí cassa homenagens a militares

Imagem: Reprodução/Inernet

A escola que homenageava Castelo Branco, em Piracuruca

 

O Piauí deu agora de copiar o Maranhão e está arrancando de prédios públicos os nomes de pessoas ligadas ao regime militar de 1964.

A faxina começou pelo Centro Estadual de Tempo Integral Presidente Castelo Branco, em Piracuruca.

É a primeira escola do Piauí a mudar de nome após aprovação da Lei Estadual nº 7.248/2019.

Esta lei, de autoria do deputado Franzé Silva, do PT, e sancionada pelo governador Wellington Dias, veda homenagens a pessoas identificadas com a ditadura.

O presidente mais piauiense

O marechal Castelo Branco, cuja memória está sendo apagada agora, no Piauí, foi o mais piauiense de todos os presidentes da história do Brasil.

Ele estudou no velho Liceu Piauiense e tinha identidade com o Estado que o acolheu na juventude.

Quando chegou à presidência da República, derrubou o veto dos técnicos ao projeto da barragem de Boa Esperança e mandou construir a hidrelétrica por cima de pau e pedra.

Só isso, só a decisão política de autorizar a maior obra pública do Piauí de todos os tempos, gerando energia elétrica em abundância, já valeria todas as homenagens a Castelo Branco.

Mas é ele, justamente, a primeira vítima desta cegueira ideológica que toma conta do país.

Uma cegueira que não leva em conta que a caminhada histórica se faz com acertos e erros. E que aprendemos com ambos.

Ou esta sanha toda de tentar passar a borracha na história seria apenas falta do que fazer?