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O pior ainda não passou

As autoridades sanitárias estão monitorando o avanço do Covid-19 nas mais diferentes perspectivas. O cruzamento de dados inclui desde a evolução e o controle da pandemia em outros países até a propagação da doença em outros Estados brasileiros.

No Piauí e em várias partes do Brasil, as duas primeiras semanas de isolamento social foram enfrentadas com muitas dificuldades. Não era para menos. O país nunca passou por isso.

Ontem, o governador Wellington Dias decidiu prorrogar os efeitos dos decretos nº 18.901, de 19 de março de 2020, e nº 18.902, de 23 de março de 2020, de suspensão de todas as atividades comerciais, educacionais, religiosas, eventos e demais determinações, para o dia 30 de abril.

As medidas foram definidas em reunião por videoconferência com o Comitê de Operações Emergenciais (COE) para o coronavírus, coordenado pela Secretaria de Saúde.

A prorrogação da quarentena vem com medidas mais rigorosas para os idosos, intensificação das barreiras sanitárias nas divisas do Estado, continuação da suspensão das aulas, prorrogação dos prazos de vigência de concursos, ajuda financeira aos alunos da rede estadual de ensino e a continuação da suspensão de todo e qualquer evento.

Abril nervoso

O prefeito Firmino Filho disse ontem que abril será um mês nervoso no combate ao Covid-19, mas o fundamental é preparar a cidade para uma eventual situação de calamidade na saúde pública.

A Prefeitura e o Governo do Estado estão na corrida contra o tempo para oferecer pelo menos 1.000 leitos de UTI com a maior urgência. Mas, se as medidas de isolamento social não surtirem os efeitos esperados, a demanda por leitos de UTI’s pode chegar a 3.000 no Estado.

Firmino informou que os governadores e prefeitos estão pressionando o governo federal para agilizar a remessa dos equipamentos hospitalares e também a liberação de recursos para as ações de combate ao Covid-19.

O cenário é, pois, de muita intranquilidade e incerteza, ainda. Muitos desafios ainda virão até a derrota do vírus. Cada um luta com as armas que tem. Quem está em casa, pode lutar com água e sabão. E sem botar o pé na rua.