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Depois da pandemia...

Foto: Reprodução/Cidadeverde.com

Governador Wellington Dias, na TV Cidade Verde: "Vai passar!"

 

A previsão do Governo do Estado é de que o alto risco de a pandemia do Covid-19 se alastrar pelo Piauí vai até a metade de maio. A partir daí, será possível fazer um novo diagnóstico da situação e lançar um novo prognóstico.

Em entrevista ontem à TV Cidade Verde, o governador Wellington Dias reforçou a necessidade das medidas de isolamento social e reiterou o apelo para que as famílias fiquem em casa durante toda a Semana Santa, suspendendo as costumeiras viagens ao interior nesse período.

Ele reconhece os prejuízos econômicos provocados pela quarentena, mas insistiu que ela é, no momento, o melhor remédio para o enfrentando da pandemia.

O isolamento é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. Ele avisou que o Estado não abrirá mão de fazer cumprir as medidas de isolamento.

Caos na saúde

Ele lembrou que várias cidades brasileiras, como Manaus, já estão enfrentando o colapso na saúde, ou seja, não têm mais leitos disponíveis para a internação dos doentes mais graves de Covid-19.

O governador advertiu que, se o Piauí relaxar no cumprimento da quarentena, enfrentará os mesmos problemas. “Isso vai passar. Vamos ter paciência que logo, logo, passa”, confia.

Ele adiantou que o retorno das atividades deve ocorrer de forma gradativa, de acordo com os próximos panoramas da epidemia que vão se apresentando.

E depois?

Na segunda parte da entrevista, o governador disse que o Piauí está se preparando, também, para o momento seguinte à pandemia do coronavírus. Ou seja, para a retomada das atividades econômicas.

Para tanto, ele orientou a sua equipe, através de audiência virtual, na terça-feira, para que todos estejam com os projetos de suas pastas preparados, de modo que eles possam ser executados assim que houver as condições de investimentos.

“Primeiro vamos cuidar das pessoas, da vida; em seguida, vamos trabalhar para alavancar a economia”.

Wellington enfatizou que muito se fala que estão sendo liberados bilhões para os Estados, para o combate ao Covid-19, mas que esse dinheiro ainda não chegou.

“Estamos fazendo tudo aquilo que é possível. Adotamos medidas duras e temos investido em ações e na compra de exames e organização de UTIs”, destacou.

Novos empréstimos

Ele lembrou que a situação do Estado é de calamidade, sendo necessário injetar dinheiro na economia.

Por isso, está solicitando à Assembleia Legislativa autorização para contrair novos empréstimos, totalizando R$ 1,6 bilhão, para investimentos imediatos na área da saúde, fundamentalmente.

Bem, nessa parte já não é possível acreditar que o Piauí vá fazer alguma obra de relevância depois da crise do coronavírus.

Dinheiro de empréstimo não faltou para o Piauí virar um canteiro de obras. E isso não aconteceu, mesmo sem coronavírus. Fez-se uma obra eleitoreira aqui e outra acolá. Outras foram abandonadas sem conclusão, como o Centro de Convenções.

Mas a hora é de enfrentar o Covid-19 e seus efeitos danosos.

A discussão sobre a incapacidade do Governo do Piauí de fazer obras fica para outra oportunidade.