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Adiamento das eleições, mas sem prorrogação

À medida que se aproxima o prazo para o início das convenções partidárias para a escolha dos candidatos, mais aumentam as chances de adiamento das eleições municipais deste ano.

As convenções devem ocorrer de 20 de julho a 5 de agosto, porém as eleições estão ameaçadas pelo coronavírus. Não há previsão de controle da pandemia. Ao contrário, a perspectiva é de avanço.

O novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, eleito ontem, defendeu que, se for necessário adiar as eleições 2020 por causa da pandemia, que elas aconteçam no menor período possível.

O novo presidente do TSE afirmou que as eleições são vitais para a democracia e que estará em articulação com o Congresso Nacional sobre as possíveis mudanças no calendário eleitoral.

"Ainda é cedo para termos uma definição se a pandemia vai impor um adiamento da eleição, mas é uma possibilidade", admitiu.

O ministro descartou, porém, levar as disputas municipais para 2022. Ou seja, deu um chega prá lá na tese da prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores, que tem encantado muita gente, a partir deles próprios.

 

Imagem: Reprodução

 

Balançou e caiu

O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, balançou, balançou e acabou caindo, como estava previsto.

O escolhido para o seu lugar é o oncologista Nelson Teich, que chegou avisando que não pretende fazer qualquer mudança brusca na política da pasta, mas defendeu o entendimento entre as áreas de saúde e da economia sobre a melhor estratégia de combate à crise do coronavírus no País.

Alinhamento

O novo ministro disse haver um "alinhamento completo" com o presidente Jair Bolsonaro.

Era o que faltava entre Mandetta e o presidente. O ex-ministro defendia o isolamento social. Bolsonaro era contra e ainda procurava um jeito de desmoralizar o esforço do Ministério da Saúde para cumprir a medida.

A crise

Que o novo ministro arregace as mangas e comece a suar a camisa. A crise sanitária vem se agravando a cada dia, com o vírus se espalhando por vários lugares e a impaciência contra o isolamento social aumentando.

Ele chega já sabendo o que fazer: testes em massa, abertura de leitos e equipamentos proteção individual.

O dono da caneta

Quanto ao ministro Mandetta, deu a sua contribuição, dentro do que orienta o seu conhecimento técnico e a sua visão política.

Porém, esticou a corda demais. Volta para casa sabendo que quem dá a diretriz – certa ou errada – é o presidente, o dono da caneta.

Nota de repúdio

A Associação Piauiense de Municípios (APPM) emitiu ontem nota de repúdio contra declarações pelo presidente da Federação do Comércio do Estado do Piauí (Fecomércio), Valdeci Cavalcante, feitas através de vídeo que circulou pelas redes sociais na quarta-feira.

Ele acusou governadores e prefeitos de chantagem, banditismo e oportunismo na decretação do isolamento social.

Desconhecimento

De acordo com a nota, assinada pelo presidente da APPM, Jonas Moura, o empresário Valdeci Cavalcante desconhece a situação em que vive o Brasil e o Piauí.

“Tal comportamento do presidente da Fecomércio demonstra o seu total desconhecimento sobre a situação que o Brasil vive hoje, especialmente a situação do Piauí, onde os gestores estão sofrendo conjuntamente com a população, solidários com as forças produtivas locais, com a grave queda de arrecadação e cientes de que os efeitos desta indesejável crise vão perdurar por algum tempo em todos os municípios”, afirma.

A nota segue repudiando os atos e as calúnias do presidente da Fecomércio, mas não fala em processo contra ele.

Na linha com Bolsonaro

Ainda ontem, o presidente da Fecomércio recebeu ligação telefônica do presidente Jair Bolsonaro agradecendo as suas declarações.

O presidente queixou-se que, na atual crise, estava sendo traído inclusive por membros de sua equipe.

Bolsonaro compartilhou o vídeo com as declarações de Valdeci Cavalcante em suas contas nas redes sociais.

 

 

* O Sinte está chiando contra a tentativa da Secretaria de Educação de retomar as aulas através do sistema de ensino à distância.

* Se não é assim, como deve ser? As escolas particulares já engrenaram o ensino à distância em sua prática durante a quarentena.

* A deputada Teresa Brito (PV) disse que vai pedir vista nos novos pedidos de empréstimos do governador Wellington Dias, que totalizam R$ 1,6 bilhão.

* Em plena crise, o governador deu condições para convocação de mais um suplente de deputado estadual. É o companheiro Paulo Martins, sétimo suplente.

 

 

Tempos estranhos

Do professor Jônathas Nunes, físico nuclear e ex-militar, sobre a pandemia do Covid-19:

- Tempos estranhos!... Tão estranhos que é prudente a gente estar preparado para ver dois raios caírem no mesmo lugar.