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2020, o ano que não começou

1968 entrou para a história recente como o ano que não terminou, conforme a definição do jornalista e escritor Zuenir Ventura, no título de seu livro sobre o período.

Desde o início deste ano, o mundo se debate com uma nova pandemia que tem desafiado a ciência com seus efeitos drásticos que espalham terror, angústia, depressão, estresse e mortes por onde passa.

O Brasil, particularmente, entrou em 2020 com a casa arrumada para, enfim, começar a crescer, depois de uma prolongada e brutal recessão econômica, iniciada em 2015.

Nesse período de aguda crise econômica, o país já havia começado as reformas apontadas como necessárias para a retomada e a aceleração do crescimento, como a trabalhista e a previdenciária.

Outras estavam na agenda para este ano, como a administrativa e a tributária.

Por água abaixo

Tudo, porém, foi por água abaixo com a explosão da pandemia da Covid-19. Com a chegada da doença, o país não apenas ficou paralisado, como despencou irremediavelmente de vários degraus que já havia escalado, espatifando-se no chão duro da crise.

O futuro do Brasil e do planeta ainda é incerto. Não se sabe quando o novo vírus será dominado nem por quanto tempo ele continuará provocando tantos estragos e assombro.

No mundo todo, os cientistas estão debruçados dia e noite sobre pesquisas e ensaios, na busca de armas químicas para vencer o coronavírus, nos campos da medicação eficaz e da vacina contra a doença.

Inevitavelmente, os cientistas alcançarão os seus objetivos. As últimas informações dão conta de que estão próximos disso.

Até lá, no entanto, muitas pessoas ainda serão penalizadas ou mesmo sacrificadas pela doença.

O fim do isolamento

Enquanto isso, batendo recorde de mortes, dia após dia, o Brasil ensaia o fim do isolamento social.

A pressão do setor econômico e da própria população sobre o poder público é gigantesco. E não é para menos. Esta geração nunca havia passado por situação igual.

Como o Brasil se especializou em fazer de tudo para as coisas darem errado, é muito provável que, agora, consiga novamente acertar no erro mais uma vez.

Errando ou acertando, acabando agora ou não a quarentena, o fato, porém, é que 2020 já tem assegurada na posteridade a sua condição de o ano que não começou.

E assim me despeço!

Bem, por aqui encerramos a nossa participação diária neste espaço e nos demais veículos do Grupo Cidade Verde.

Já vínhamos conversando há algum tempo com a Direção do Grupo sobre isso e a hora chegou.

Agradeço aos que me deram a honra e o privilégio da companhia, como leitores da coluna e da revista e, ainda, como ouvintes e, ultimamente, como telespectadores.

Sou grato também aos colegas de trabalho pela afetuosa acolhida, durante estes três anos de maior proximidade na rádio, no portal, na revista e na TV. 

Levo mais aprendizado e as melhores lembranças dessa convivência profissional e fraterna.

Seguiremos para novos desafios, com entusiasmo, fé e esperança.

Boa sorte para quem fica e um agradecimento especial à Direção do Grupo Cidade Verde pela oportunidade que nos foi dada!