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2018 já começou no Piauí

A movimentação das principais lideranças políticas do Piauí, neste início de ano, indica que 2018 já chegou no Estado. O governador Wellington Dias enfrenta a resistência interna do PT e procura matar o partido no cansaço para agasalhar o PMDB em seu governo, de olho na reeleição.

O presidente nacional do Sesi, ex-ministro João Henrique Sousa, corre por fora para tentar viabilizar no PMDB a sua candidatura ao governo. Não está sendo fácil, pois o seu partido não é de deixar o certo pelo duvidoso. O certo, a estas alturas, é um saco de bondade que o governador oferece à sigla.

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, outro que precisa renovar o mandato no próximo ano, sabe que o PT, seu aliado de primeira hora nas eleições de 2010, o tem agora como um golpista, depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Diante da frágil relação com os petistas piauienses, ele procura ar fora da atual base governista no Piauí para respirar.

A ida de tucanos emplumados para o PP, como o ex-prefeito Silvio Mendes, se apresenta, por sua vez, como uma operação de alto risco. À primeira vista, parece que é um atalho escolhido pelo prefeito Firmino Filho para, se necessário, se juntar ao PT lá na frente, se esta for a solução na tentativa de salvar o mandato do senador Ciro Nogueira, para ele um aliado muito caro. O risco, no entanto, é o de os tucanos estarem correndo para uma casa que está pegando fogo.

É este, em suma, o cenário dos arranjos políticos para as próximas eleições no Piauí.

 

 

Deu Temer

Deu Temer, ou melhor, deu Eunício Oliveira (PMDB-CE), ontem, na eleição de presidente do Senado. Ele foi eleito com 61 votos, contra dez de seu concorrente, o senador José Medeiros (PSD-MT), e outros dez votos em branco. O mandato é para o biênio 2017-2018

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Do contra

A falta de um candidato que não fosse ligado ao governo fez com que alguns senadores não votassem em nenhum dos candidatos. Antes da votação, Lindbergh Farias (PT-RJ) lembrou que o PMDB participou do processo de impeachment, que considera inconstitucional, e disse que anularia seu voto. Outras senadoras, como Fátima Bezerra (PT-RN) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), adotaram a mesma postura.

A senadora Regina Sousa revelou pelas redes sociais que não votou em Eunício.

 

Só teatro

Tudo não passou de encenação. A posição dos senadores petistas não foi a oficial do Partido dos Trabalhadores, que, por falta de consenso, liberou os parlamentares, que puderam decidir como votar.

Com isso, a maioria do partido votou no peemedebista e abocanhou cargos na Mesa Diretora.

Segurança

O secretário municipal de Planejamento, Washington Bonfim, esclarece: a Prefeitura de Teresina não irá tomar novo empréstimo junto ao Banco Mundial para investir em segurança pública.

 

Ah bom!

A ideia da Prefeitura, conforme o secretário, é que o Banco, no contexto do financiamento do Projeto Lagoas do Norte, colabore na implantação/desenvolvimento da Guarda Municipal e no desenho de políticas de prevenção à violência na cidade.

Ah bom!

 

Paralisação

O Sindicato dos Hospitais e Clínicas do Piauí (Sindhospi) informou que, devido ao não cumprimento do cronograma de pagamento da rede credenciada do Plamta (Iapep) e do IPMT, acordado no dia 10 de janeiro, os conveniados farão uma nova paralisação.

A data da suspensão do atendimento ainda não foi definida.

 

Para o ex-deputado federal Hugo Napoleão, o presidente Donald Trump vai conseguir reduzir substancialmente o turismo nos Estados Unidos e a receita dele provenientes.

O governador Wellington Dias volta a Picos amanhã, para participar de solenidades para entrega de obras de infraestrutura viária.

Desta vez, a Justiça do Trabalho agiu rápido e a greve dos trabalhadores do sistema de ônibus coletivo de Teresina durou pouco.

O movimento, iniciado na segunda-feira, chegou ao fim ontem, após nova rodada de conciliação mediada pelo TRT. 

A volta

Na entrega da reforma da sede da Agência Piauí Fomento, na segunda-feira, o líder do PMDB na Assembleia Legislativa, aplicou sua conhecida gravata no governador Wellington Dias. O repórter Elivaldo Oliveira, da TV Cidade Verde, vendo toda aquela desenvoltura do parlamentar peemedebista, pediu esclarecimento:

Elivaldo: - Deputado, esse abraço aí já é por conta da volta do PMDB ao governo do Estado?

João Mádison: - Como? Volta? Meu querido, eu nunca saí do governo!