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Wellington Dias pavimenta a reeleição

Com receitas tímidas e comprometidas em quase 100% com a folha de pessoal, o custeio da máquina e o pagamento de dívidas, o Piauí não tem dinheiro para investimentos. Sobra muito pouco para isso. Daí, todo governo busca recursos fora, através de empréstimos, para realizar obras e outros melhoramentos públicos.

Nos últimos 10 anos, o Estado já contraiu uma dívida superior a R$ 4 bilhões junto a instituições financeiras. E está querendo mais. O governador Wellington Dias negocia a contratação de mais duas operações de crédito junto à Caixa Econômica Federal que totalizam quase R$ 1 bilhão.

O que foi feito efetivamente com tanto dinheiro? No mandato anterior, o atual governador tomou dinheiro emprestado para fazer obras eleitoreiras, especialmente o asfaltamento de pequenas estradas e de ruas de muitas cidades. Quase toda essa malha já teve que ser recuperada.

Agora tudo se repete, em prejuízo de outras necessidades urgentes do Estado. Por exemplo: após o falido Consórcio Regional das Águas, o hoje abandonado Coresa, nada mais foi pensado para o crucial problema do saneamento do Sul do Piauí, que vive uma situação dramática na questão do abastecimento de água.

Como no passado recente, os recursos de empréstimos não são empregados em investimentos produtivos (que propiciem retorno econômico). Ao contrário, são empregados, mais uma vez, em asfaltamento de ruas de cidades do interior, estradinhas que não interligam nada de importante e em outras obras sem impacto na infraestrutura do Estado.

Pelo visto, esses empréstimos têm como objetivo primeiro pavimentar o "rerereretorno" de Wellington ao Palácio de Karnak, em 2018, fazendo mais do mesmo. 

 

 

Olha o pequi!

Na comemoração, sábado, do aniversário do jornalista Arimatéia Azevedo, prestigiado por políticos do governo e da oposição, foi servido fartamente o prato de arroz com pequi.

Terá sido uma homenagem ao senador Ciro Nogueira, apelidado de Pequi por um delator da Lava-Jato, ou tudo não passou de coincidência?

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Tensão

O Brasil teve uma semana delicada, com gente tentando fazer proselitismo com a prematura morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia e gente também que não respeitou a dor da família.

Um momento como esse era para unir o país e não para dividi-lo ainda mais.

Desconforto

Em Brasília, o governo terá mais dor de cabeça esta semana. O advogado Márlon Reis, o juiz da Lei da Ficha Limpa, protocolou Mandado de Segurança no Supremo em nome da Rede Sustentabilidade pedindo a suspensão da nomeação do peemedebista Moreira Franco para a Secretaria-Geral da Presidência.

O advogado pede também acesso às delações da Odebrecht que citam o ministro.

Audiência

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (PMDB), anunciou que terá uma audiência em março com o presidente Michel Temer. Na pauta, a reivindicação para a realização de obras no Piauí, incluindo o trecho da BR-222 que passa pelo Norte do Estado.

Themístocles Filho disse que tratará ainda com o presidente Michel Temer sobre a instalação dos campi da Universidade Federal do Piauí nas cidades de Esperantina, no Norte do Estado, e Oeiras, na região Centro-Sul. 

 

Mais jornalismo no ar

A Rádio Cidade Verde FM estreia nesta segunda-feira, às 6h30 da manhã, a sua programação jornalística. O programa que abre o projeto informativo da nova emissora é o “Acorda Piauí”, com os jornalistas Fenelon Rocha e Joelson Giordani.

A nova rádio do Grupo Cidade Verde pode ser sintonizada na freqüência 105.3.

 

 

No Rio de Janeiro, o governador Pezão bate cabeça para aprovar a sua PEC do Teto dos Gastos Públicos.

No Piauí, o governador Welington Dias correu na frente, aprovou a famigerada PEC e já está é implementando as mudanças.

O prefeito Firmino Filho confirmou que pagará integralmente o reajuste do piso do professor.

No Estado, o pagamento do reajuste será parcelado em duas vezes, como no ano passado.

Dúvida

No churrasco pelo aniversário do jornalista Arimatéia Azevedo, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, convidou o secretário-executivo do Meio Ambiente, Romildo Mafra, a se filiar ao partido. O convidado esquivou-se:

- Vou não, pois não sei se o PP é governo mesmo ou é oposição no Piauí.