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Sinal amarelo no caminho do governador

O governador Wellington Dias abriu, ainda no ano passado, após o impeachment da presidente Dilma, as conversações para ampliar a sua base política. Enquanto os petistas, ainda na febre da queda da presidente, xingavam o PP e o PMDB de golpistas, Wellington buscava o apoio dos dois partidos.

Há relatos de que, já durante a campanha eleitoral do ano passado, o governador ajudou, por debaixo do pano, parlamentares do PMDB a ganhar as eleições para prefeito em suas bases. Seu gesto desarmou por completo os peemedebistas, sobretudo os parlamentares. A partir daí, eles demonstraram a máxima boa vontade em colaborar com seu governo.

É possível que, no exame dos mapas eleitorais de 2016, no Piauí, o governador tenha chegado à conclusão de que o mar não está para peixe. O Piauí foi o Estado em que o PT mais cresceu no ano passado, em número de prefeituras. Aliás, foi o único. O partido passou de 21 para 38 prefeitos. Mas quase todos em municípios com pouca densidade eleitoral. E houve baixas expressivas, como em Parnaíba e Pedro II.

Picos e Esperantina estão entre os municípios em que o PT apenas manteve o que já tinha. Não acrescentaram. Em Teresina, o resultado foi desastroso. O partido não conseguiu sequer apresentar candidato a prefeito. Foi de vice e sua chapa ficou na terceira colocação, bem distante das duas primeiras colocadas. A campanha passada foi dura. Onde o partido venceu, foi por diferença apertada.

Conquanto seja um governante bem avaliado e com grande capacidade de articulação, Wellington deve ter notado o sinal amarelo piscando para ele em 2018. Só isso justifica ele enfrentar o seu partido e desgaste popular para jogar mais poder nas mãos de aliados e até de ex-adversários.

 

 

Não chegou

O Sinte divulgou nota ontem à tarde informando que ainda não havia recebido nenhum documento oficial por parte do governo ou seus representantes sobre qualquer proposta diferente do parcelamento do reajuste de 7,64%, sendo 4% em janeiro e 3,64% em julho, apresentada em 20/janeiro/2017.

Assembleia

O sindicato convocou a categoria para uma Assembleia Geral Extraordinária no próximo dia 20, às 10h, para avaliar uma eventual proposta do governo.

Constrangimento

Chega a ser constrangedor discutir uma nova greve dos professores por causa do parcelamento do piso da categoria. Todos sabem que ele é reajustado todo ano. Agora, a correção foi de 7,64%.

O Governo do Piauí alega que não tem condição de pagar esse reajuste de uma vez só. Por causa disto, o Sinte convocou a greve geral por tempo indeterminado.

Vários Estados também alegam que não têm condição de pagar o piso do professor.

Quem paga

Mas aqui mesmo no Piauí existe município de coeficiente 0.6, o menor do FPM, pagando o reajuste do magistério integralmente.

Ou seja, tudo parece ser apenas uma questão de prioridade e planejamento.

Dois pesos

A senadora Regina Sousa (PT) protestou ontem contra a decisão do ministro Celso de Melo, decano do Supremo, liberando o ex-governador Moreira Franco para o ministério e devolvendo-lhe o foro especial.

“Pois é, o STF acaba de confirmar nossa tese do dois pesos e duas medidas. Quem vai questionar a suprema corte? Assim mesmo, minúscula, porque ela mesma está minusculizando o seu papel.”, criticou.

Denúncia

A Associação Piauiense dos Empresários de Obras Públicas (Apeop-PI) divulgou nota informando que vem recebendo denúncias de irregularidades em licitações de municípios do interior do Piauí.

Os construtores, que se sentem lesados, apontam direcionamento nos certames, dificuldade de acesso ao edital e até a realização de todas as fases da licitação em escritórios da capital sem a devida comunicação de todos os interessados.

 

 

 

O deputado Doutor Pessoa (PSD) cobrou ontem da Prefeitura de Teresina mais agilidade para tapar os buracos feitos pelas chuvas.

Para ele, tanto buraco de uma hora para outra “prova que o asfalto e o calçamento levados pelas chuvas não passam de faz de contas”.

A Potycabana fechou mais cedo ontem. Faltou energia no parque, em função das chuvas.

Não é nada, não é nada, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, já foi denunciado por 184 crimes de lavagem de dinheiro. Arre!

 

Meia gravidez

O deputado Robert Rios (PDT) não aceita o silêncio das oposições na Assembleia Legislativa. E futuca:

- Não existe meia gravidez, assim como não deve haver meia oposição.