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Wellington Dias fuma o cachimbo da paz com o PP

O ex-prefeito Sílvio Mendes filia-se ao PP em evento prestigiado pelo ministro da Saúde e pelo governador Wellington Dias

 

O PP não quis esticar a corda com o governador Wellington Dias, depois que este deu uma marcha à ré no acordo para entregar a Secretaria de Saúde ao partido. O governador fumou no sábado o cachimbo da paz com o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira.

O parlamentar encerra o mal-estar declarando que, se o PP tiver que romper com o governo, não será por causa de cargo. E que permanece na base de sustentação ao governador. Mas não se comprometeu a estar em seu palanque nas próximas eleições. “Vamos tratar de 2018 em 2018”,  esquivou-se.

Ontem, o governador prestigiou o evento promovido em Teresina pelo Partido Progressista. Pelas aparências, está tudo como dantes no Reino de Abrantes. Mas, vivo como é, Wellington não deve acreditar piamente em todo esse altruísmo dos progressistas.

O PP já tem pelo menos três motivos graves para não apoiar o governador incondicionalmente. O primeiro foi a campanha sistemática que o PT piauiense moveu contra o seu principal líder no processo do impeachment da presidente Dilma. O menor nome que Ciro levou foi o de golpista.

Outra: nas eleições passadas, o governo e o PT se mexeram de todas as formas para barrar o avanço do PP no interior do Piauí. O caso mais emblemático foi o de Picos, ainda uma ferida exposta na relação dos dois aliados. E, agora, vem essa de o governador dar e em seguida tomar a Secretaria de Saúde.

Talvez seja por não sentir mais a mesma firmeza na aliança com o PP que Wellington vem batendo com insistência na porta do PMDB, inclusive abrindo generosamente o seu governo para os ex-adversários. 

 

 

Safra recorde

O deputado federal Júlio César (PSD) estima que este ano a safra de grãos nos Cerrados piauienses chegará a perto de 4 milhões de toneladas.

Mas a previsão de uma safra recorde, feita pelo parlamentar e produtores da região, vem acompanhada de uma notícia ruim.

A Rodovia Transcerrados transformou-se em 300 quilômetros de atoleiro

Atoleiro

A rodovia Transcerrados, usada no escoamento da safra, está em precárias condições de tráfego para os caminhões que transportam os grãos.

Com as chuvas que caem torrencialmente na região, os 340 quilômetros da estrada se transformaram em buracos, lama e atoleiros.

Acabou a greve

Os professores da rede estadual de ensino, em greve há dez dias, retornam hoje à sala de aula.

Eles decidiram ontem aceitar a proposta feita pelo governo, de antecipar para maio o pagamento da segunda parcela do piso, e voltar ao trabalho.

Em março tem mais

Os trabalhadores em educação decidiram ainda permanecer em estado de greve e fortalecer a mobilização da greve nacional da educação que inicia dia 15 de março.

O Sinte está elaborando um calendário de mobilização para discutir a reforma da previdência em todos os Núcleos Regionais.

Alma lavada

A propósito, quem anda com a alma lavada  é o ex-governador Zé Filho. Pelo segundo ano consecutivo, o reajuste do piso do magistério é parcelado.

Em sua gestão, em 2014, Zé Filho pagou o reajuste do piso de uma só vez. 

Sacerdócio

O padre Tony Batista celebrou ontem, com missa em ação de graças, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, 43 anos de sacerdócio.

A ordenação do padre Tony Batista pelo arcebispo de Teresina, dom José Freire Falcão, hoje cardeal emérito de Brasília

 

 

 * O prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), a cada dia fica mais parecido com o presidente Fernando Collor.

* A Eletrobras informa que reforçou suas equipes de manutenção para as cidades que tradicionalmente realizam as maiores festas carnavalescas.

* E o carnaval começa mais cedo para o funcionalismo federal. O governo antecipou o pagamento de seus servidores para o dia 23.

* Teresina fez bem e o bonito o pré-carnaval. E o carnaval mesmo, como será?

 

Lula lá!

O deputado federal Assis Carvalho (PT) avalia que o objetivo da Lava-Jato é colocar o ex-presidente Lula na cadeia, para evitar que ele seja candidato ao Planalto em 2018. Mas o parlamentar adverte:

- Não adianta! Se prenderem o Lula, de dentro da cadeia ele indica o candidato e elege, como fez com a Dilma.