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Operação 'Carne Fraca': assim a vaca vai pro brejo

Passado o susto inicial, os esclarecimentos começam a aparecer: o brasileiro não estava comendo carne pobre, nem com papelão. A Operação “Carne Fraca, deflagrada na sexta-feira pela Polícia Federal, com a mobilização de 1.100 agentes, em seis estados, mais o Distrito Federal, para investigar um esquema para burlar a fiscalização sanitária nos frigoríficos, deu a entender que era assim, mas não é.

O tal papelão misturado à carne era na verdade uma referência à troca de embalagens plásticas por embalagem de papelão. E mais: a “carne podre” é uma gíria para se referir à utilização de produto que não tenha sido inspecionado pelo SIF (Serviço de Inspeção Federal); não significa exatamente “carne putrefata”. E a situação era localizada.

De todo modo, a operação foi um tiro no pé da agropecuária brasileira. E ele foi disparado num momento em que o Brasil disputa a liderança do mercado no mundo. Isso depois de um esforço de milhões de produtores rurais que há tempo vêm se trabalhando para melhorar a qualidade da carne, em todos os aspectos.

Padrão internacional

A melhoria do padrão genético, o avanço no controle sanitário, o combate sem trégua de doenças como a aftosa e a brucelose levaram o Brasil a um alto padrão de sanidade animal, permitindo que a sua carne alcançasse o mercado externo. Hoje o país é uma potência no setor, contando com as maiores multinacionais da proteína vermelha.

O Brasil tem hoje uma rede de 4.800 frigoríficos. Desse total, apenas 21 estavam sob a suspeita da PF. Ao mostrar precipitadamente que o brasileiro come carne com papelão, a operação provocou um estrago irreparável no setor. Mas o problema maior foi causado no estrangeiro, e num momento em que o mercado estava numa crescente, não obstante todas as dificuldades econômicas. Agora quase todos os países que consomem a carne brasileira passaram a desconfiar da qualidade do produto.

Ora, existe um processo de certificação internacional. Não se exporta para 150 países, como o Brasil, se não houver um controle rigoroso da qualidade do produto. A fiscalização é feita tanto pelas autoridades sanitárias brasileiras quanto pelas dos países que compram a carne. Mas se o próprio Brasil põe em xeque a qualidade de seus produtos, os compradores e concorrentes externos não irão querer tirar partido disso?

Desafio

Toda e qualquer corrupção deve ser combatida com rigor, em qualquer lugar e em qualquer tempo. É preciso, no entanto, separar o joio do trigo. Não é razoável aceitar que o trabalho criminoso de 33 fiscais do Ministério da Agricultura possa comprometer a ação de 11 mil profissionais que estão todos os dias nos frigoríficos fiscalizando a qualidade dos produtos postos à venda.

O país vai ter que se desdobrar para convencer seus consumidores de que produz carne saudável. É um direito da população ter segurança não apenas quanto à qualidade da carne, mas de todos os alimentos. Do contrário, a vaca vai para o brejo. 

O Ensaio Vocal abre a temporada 2017 do Artes de Março 

Artes de Março

O Ensaio Vocal abriu ontem com chave de ouro o Artes de Março 2017, no Teresina Shopping. O grupo cantou o melhor de seu repertório na Praça de Eventos.

A atração de hoje é o cantor e compositor Renato Teixeira.

Balcão

“Estão comprando o 4° mandato de um governador que não faz nada”. A crítica é do ex-governador Zé Filho, presidente da Federação das Indústrias do Piauí (Fiepi).

Ele se pronunciou na “Caravana Piauí em Movimento, realizada no Senai de Parnaíba.

Vergonha

“É vergonhoso o que os deputados do PMDB estão fazendo com o partido. O que mais me aterroriza é que grande parte da população está calada”, insistiu o ex-governador.

Ele disse que o ex-ministro João Henrique, articulador da caravana, está fazendo a diferença, por não fazer parte desse acordo.

Contrariado

Nos meios políticos, diz-se que o PSB se contorceu todo, para propor uma Adin contra a reforma do governador Wellington Dias.

É que, no fundo, no fundo, o partido também esperava ser contemplado com algum cargo.

Mas, pelo visto, o governador já fez a opção dele para 2018.

*O secretário da Fazenda, Rafael Fonteles, volta hoje à Comissão de Fiscalização Finança e Controle da Assembleia Legislativa.

*Ele apresentará o relatório econômico Piauí para todos os deputados. A presença do secretário na Casa havia sido cobrada pelos parlamentares.

*Um seleto grupo de piauienses foi convidado para a posse do novo ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, amanhã.

*O novo presidente da Fudespi, Paulo Martins, anunciou um campeonato indígena no Piauí.

Óculos escuros

O delegado Lua, compositor e piadista, andava com um cão-guia. Um conhecido se aproximou:

- Meu amigo, eu não sabia que você estava cego!

O delegado, olhando o amigo por trás dos óculos escuros:

- E com quem é que eu estou falando?