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Em busca do discurso perdido

Apeado do poder há quase um ano, com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o PT e seus aliados ficaram sem discurso. O que eles lançaram contra o afastamento da presidente, o do golpe, não colou. Apenas sua militância o repetia.

Com o país mergulhado na mais profunda recessão de sua história e muitos de seus líderes procurados pela Lava-Jato, o Partido dos Trabalhadores perdeu também as ruas. Os atos públicos convocados contra a queda da presidente não tiveram força.

Tateando em meio às dificuldades, o predidente Michel Temer procurou caminhos para o país. E deu vários passos que sinalizaram o seu compromisso com a recuperação econômica. O de maior impacto foi a PEC do Teto dos Gastos Públicos, apresentada e aprovada com o objetivo de reduzir a gastança desenfreada e reduzir o déficit público, calculado em R$ 170 milhões no ano passado.

Outras se seguiram, e os resultados começaram a aparecer, com a economia brasileira dando sinais de recuperação, já confirmada por uma série de indicadores econômicos. A inflação vem recuando, convergindo para o centro da meta (4,5%); os juros estão em queda, os investimentos são aos poucos retomados; o risco Brasil cai.

A liberação de contas inativas do FGTS, que teve início em 10 de março, é uma iniciativa inédita do governo para reaquecer a economia. Ao final do processo, em julho, estarão nas mãos dos trabalhadores cerca de R$ 41 bilhões que estavam imobilizados.

O governo também retomou obras públicas de grande impacto que estavam paralisadas, como a transposição do Rio São Francisco. Mas isso parece não ser levado em conta como critério de avaliação do governo, que tem apenas 10% de aprovação e 55% de reprovação. O que vem sempre à cabeça dos brasileiros é a proposta de reforma da Previdência.

A justificativa do governo é a de que, sem a reforma, o sistema corre grave risco de colapso. Pelas contas do Planalto, o déficit da Previdência alcançou, em 2016, somente no regime geral, R$ 149 bilhões. E piora a cada ano. Mas todos estão batendo na proposta de reforma previdenciária.

Por um erro de condução da proposta, pela sua inoportunidade ou mesmo por esperteza do PT, o partido e seus aliados, para o bem ou para o mal, ganharam de mão beijada do presidente Temer o discurso que estava perdido, esse contra a reforma da Previdência. Pegou. Pegou em cheio. Quase todos no Brasil estão contra a proposta, razão maior do desgaste popular do governo.   

Contador Steiner Mesquita: morte aos 71 anos

O adeus de Steiner Mesquita

O contador Steiner Mesquita, fiscal de renda aposentado, morreu no sábado, aos 71 anos, em Teresina. Era filho de José de Araújo Mesquita, o Mesquitinha, fundador e primeiro presidente do Sindicato dos Jornalistas do Piauí. Casado com a professora Ariel, com quem teve os filhos Marcos, Guilherme, Gustavo e Maria Helena.

Steiner Mesquita se dedicava ultimamente à produção de um livro biográfico sobre o seu pai, juntamente com o jornalista Paulo Chaves. Em 22 de setembro de 2011, ele recebeu homenagem da Câmara Municipal de Teresina, nas comemorações pelo Dia do Contador. À época, escrevi:

“A Câmara Municipal de Teresina realiza hoje, a partir das 9 horas, sessão especial para comemorar a passagem do Dia do Contador. Na ocasião, para simbolizar a homenagem do Poder à categoria, a Câmara concede moção de louvor ao contador Steiner Mesquita, pela sua contribuição à contabilidade, à auditoria e à perícia do Piauí.

Steiner Mesquita tem uma longa e destacada atuação profissional. É fundador do Curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Piauí. É também o primeiro perito e primeiro auditor inscrito na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Presidiu o Conselho Regional de Contabilidade.
Além de professor, é fiscal de 
renda aposentado e exerceu o cargo de auditor-geral do município de Teresina, na administração dos prefeitos Wall Ferraz e Francisco Gerardo. Foi na Prefeitura de Teresina, como secretário de Comunicação, que testemunhei de perto o trabalho do professor Steiner Mesquita.
Como auditor-geral do município, ele tinha carta-branca do prefeito Wall Ferraz para exercer o que hoje se chama de controle interno da administração municipal. Era uma presença constante em todas as secretarias, ora puxando a orelha dos 
gestores, ora orientando, no sentido de que fossem observados os princípios que regem a administração pública. Produziu muitas auditorias internas, fazendo um trabalho preventivo.
Naquele período, entrava em vigor a Lei das Licitações (Lei 8.666/93). Como se tratava de um regramento novo, a orientação do Dr. Steiner era muito requisitada. O prefeito Wall Ferraz era um 
gestor neurótico, no bom sentido, em matéria de zelo com a coisa pública. E caía a sopa no mel, pois o auditor, por ofício e vocação, se esmerava na exigência do cumprimento da lei.
Ao recordar essa convivência salutar com o Dr. Steiner, extremamente enriquecedora para minha atividade profissional, ao longo dos anos, quero me associar à justa homenagem que a Câmara Municipal lhe presta hoje, reconhecendo nele o trabalho imprescindível do contador para a eficaz e correta gestão das empresas e dos órgãos públicos.

Rodoviária de Água Branca: pronta há três anos e abandonada

Abandono

Com sua obra já concluída há mais de três anos, ainda no Governo Wilson Martins, a rodoviária de Água Branca ainda não foi inaugurada.

Um descaso dos governantes e um desperdício de dinheiro público. E também um mau exemplo nestes tempos de grave crise financeira.

Lançamento

Em ato conjunto da Academia Piauiense de Jornalismo e do Sindicato dos Jornalistas do Piauí, foi lançado no sábado, no Sesc Ilhotas, o livro “Símbolo de Fé e Amor – a História da Capelinha de Palha”.

O autor da obra é o jornalista, professor e ex-vereador Pedro Alcântara, que nasceu, batizou-se, criou-se, casou-se e vive no bairro, hoje chamado de Nossa Senhora das Graças.

A “Capelinha de Palha” celebra 50 anos. O primeiro lançamento do livro foi no dia 21, para a comunidade. O de sábado foi para os colegas de imprensa. 

Lançamento do livro "A História da Capelinha de Palha", de Pedro Alcântara

Artigo

A Revista Justiça & Cidadania, do Rio de Janeiro, traz em sua nova edição um artigo do vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, desembargador Edvaldo Moura, ex-presidente do Tribunal de Justiça. Com o título “A Violência, o Crime e a Neurose do Medo”, o texto vem repercutindo no meio jurídico em todo o país, pois a revista tem circulação nacional.

Seu corpo editorial é um dos mais conceituados do Brasil, composto de ministros do STF, o jurista Ives Gandra e outros expoentes do Direito e da Justiça.

Prisões

O artigo do desembargador Edvaldo Moura faz uma abordagem sobre o sistema penal brasileiro. Ele conclui: “A bem da verdade, o supracitado sistema prisional, atualmente, não vem alcançado e nem perseguindo, a finalidade específica da pena de prisão. Na promiscuidade de suas unidades prisionais, onde imperam o vício, a ociosidade, a violência, o crime e a perversão, não há lugar para a recuperação do homem preso."

Foto: Cidadeverde.com

O desembargador Edvaldo Moura analisa o sistema penal brasileiro em artigo publicado em revista nacional

*O deputado Henrique Rebelo (PT) disse que famílias, professores e estudantes estão assombrados com a onda de assaltos na zona Leste de Teresina.

*O parlamentar lembrou que é grande a concentração de pessoas na avenida Joquei Clube e nas ruas Irapuan Rocha e Governador Joca Pires, dentre outras.

*Na área, existem muitos estabelecimentos comerciais e de ensino, bem como de agências bancárias e igrejas. Por isso, os assaltantes atuam com freqüência.

*Em vários segmentos, já são visíveis os ensaios em busca de uma alternativa para 2018 no Piauí fora do circuito tradicional da política.

Aposentadoria

Do humorista Fraga, sobre a proposta de reforma da Previdência, em tramitação no Congresso Nacional:

 – Se eu contribuir para salvar a humanidade, posso aposentar aos 33?

 – Após 65.

 – E se eu ressuscitar?

– Perde o benefício por invalidez.