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Aumenta a pressão sobre o TSE

Esta história é muito conhecida nos círculos do poder, em Brasília: quando o ex-presidente José Sarney deixou o Planalto, decidiu candidatar-se a senador pelo Amapá, em 1990. O caso foi parar no STF, porque os adversários resolveram impugnar sua candidatura. Um ministro da Corte indicado por Sarney, quando presidente, votou pela impugnação. Em seguida, telefonou ao padrinho de sua nomeação, Saulo Ramos, ex-ministro da Justiça, para explicar-se. O episódio foi registrado em livro:

— Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto no caso do presidente.

— Claro! O que deu em você?

— É que a Folha de S.Paulo, na véspera da votação, noticiou a afirmação de que o presidente Sarney tinha os votos certos dos ministros que nomeou e citou meu nome como um deles. Quando chegou minha vez de votar, o presidente já estava vitorioso pelo número de votos a seu favor. Não precisava mais do meu. Votei contra para desmentir a Folha de S.Paulo. Mas fique tranquilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do presidente.

— Espere um pouco. Deixe-me ver se compreendi bem. Você votou contra o Sarney porque a Folha de S.Paulo noticiou que você votaria a favor?

— Sim.

— E se o Sarney já não houvesse ganhado, quando chegou sua vez de votar, você, nesse caso, votaria a favor dele?

— Exatamente. O senhor entendeu?

— Entendi. Entendi que você é um juiz de merda.

***

O caso está registrado na página 170 do livro Código da Vida, do jurista Saulo Ramos, ex-consultor-geral da República e ex-ministro da Justiça, no governo Sarney. A obra foi publicada em 2007, pela editora Planeta. Conforme seu relato, foi ele mesmo, em carne e osso, e de viva voz, quem passou o pito no ministro do Supremo, o então novato Celso de Mello, hoje decano do STF.

O que se espera do Tribunal

O episódio vem à tona sempre que um dos tribunais superiores é posto contra a parede, como agora, no caso do julgamento do pedido de cassação da chapa Dilma-Temer, no TSE. Nos últimos dias, seus ministros vêm recebendo pressões de todos os lados.

O julgamento será retomado hoje e o que se espera justamente é que o Tribunal Superior Eleitoral decida conforme a convicção de cada um de seus sete membros, formada a partir da análise técnica e acurada das denúncias e das provas juntadas ao processo.

Há poucos dias, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, declarou que os magistrados não são de Marte. Isto é, eles não são alheios às influências externas em seus julgamentos.

Depois disso, diante do agravamento da crise política, após a delação premiada do grupo JBS/Friboi, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral deu outra declaração: não está no TSE a solução para a crise política.

Se está na política a solução para a crise, os políticos, enquanto puderem, vão tirando o corpo de banda, pois muitos se alimentam dela.

 

Foto: João Albert/CCom

Governador reúne prefeitos, parlamentares e gestores

Racionamento

O Governo do Estado decidiu decretar o racionamento de água em 40 municípios do semiárido. O objetivo da medida é evitar uma crise hídrica no Piauí nos próximos meses.

A decisão foi tomada ontem, durante reunião no Palácio de Karnak entre o governador Wellington Dias e representantes da Bancada Federal, dos Gabinetes dos Senadores, da Codevasf, Funasa, Appm, Exército, Defesa Civil, Semar e dos municípios de Campo Grande, Fronteiras, Pio IX, São Julião e Vila Nova do Piauí.

O decreto para o racionamento deve ser assinado ainda nesta semana.

Fracasso

A orientação é de que sejam consumidos, diariamente, de 50 a 70 litros de água por família.

O governo vai apenas oficializar um racionamento que já existe na prática, pois a falta de água nesses municípios é crônica.

A medida é apenas um atestado de que fracassaram as tais políticas públicas objetivando tornar possível a convivência do homem do semiárido com a seca sem tanto sofrimento.

Menos mortes

Caiu em 9,6% a taxa de homicídios no Piauí relativa a 2015.  Foram registrados 20,3 homicídios por cada 100 mil habitantes em 2015, contra 22,4 em 2014.

Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Ampliada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e foram divulgados ontem pela Coordenadoria de Comunicação do Governo do Estado.

No Nordeste

Conforme a nota, no Nordeste, a taxa de homicídios no Piauí chega a ser praticamente a metade da média dos demais estados, que é em torno de 40 homicídios por cada 100 mil habitantes.

Lobby no Senado

Após o estouro do escândalo da delação premiada do grupo JBS/Friboi, foi divulgado que o ministro Édson Fachin, quando candidato ao Supremo, visitou os gabinetes de alguns senadores, cabalando voto.

Até aí, nada de mais.

Homem da mala

Segundo o jornalista João Bastos Moreno, do jornal O Globo, Fachin fez lobby no Senado escoltado por ninguém menos do que Ricardo Saud, que vinha a ser justamente o homem da mala da J&F. Aí a coisa muda.

Era ele que pagava boa parte dos “benefícios” a quase 2 mil políticos listados na delação da empresa.

Ninguém desmentiu a informação de Moreno.

Fachin com Joesley

Ontem, o jornalista Reinaldo Azevedo, divulgou em seu blog, agora hospedado no site da RedeTV, que Fachin jantou com o dono da JBS, em Brasília, antes de sua nomeação para o STF.

O jornalista lançou em seu blog um questionário para Édson Fachin, transcrito a seguir:

As perguntas

– ministro Edson Fachin, quando apenas candidato ao STF, o senhor esteve num jantar com Joesley Batista, em Brasília, que começou por volta de 21h e só terminou às 6h do dia seguinte?;

– a esse jantar, na casa que o empresário mantém na capital, não estava presente o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que resistia à sua candidatura?;
– o senhor, por acaso, não saiu dali, de manhã, e foi direto para o aeroporto?;
– o sr. lembra o que serviram no jantar?;
– e qual foi o cardápio de conversa tão demorada?;
– ao fim do encontro, Renan já estava convencido?

Relatoria

Reinaldo Azevedo cobra que Fachin abra mão da relatoria do Caso JBS no Supremo. “Sei lá se um outro seria melhor ou pior para Temer. Pouco importa nesse caso. Não dá é para aceitar o inaceitável. E não é aceitável que ele tenha sido, vamos dizer, acolhido pelo empresário que confessou 245 crimes e depois se mandou para Nova York, deixando atrás de si um país perplexo, mergulhado na certeza e da desesperança.”

* A Secretaria de Saúde decidiu não estender a campanha de vacinação contra a gripe para toda a população enquanto não vacinar o público-alvo.

* Assim, a campanha segue normalmente até o próximo dia 9. Faltam ser aplicadas 45 mil doses da vacina em todo o Estado.

* Se os ministros do TSE forem julgar o pedido de cassação da chapa Dilma/Temer com base no noticiário, ficarão tontos.

* A artilharia dos envolvidos e interessados diretamente no caso tem sido pesada nos últimos dias. Espalham areia para todos os lados.

Coisa de palhaço

Em sua campanha para a Câmara Federal, o palhaço Tiririca brincava na TV:

- Vote em Tiririca. Pior que tá, não fica!

Ao lembrar o slogan de Tiririca, o jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva, aguardado para o encerramento do Salipi 2017, observou:

- Errou o palhaço Tiririca!