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Empresas só têm coração para os políticos

O Brasil posa com ar de surpreso, escandalizado e indignado com a descoberta de conluios entre grandes empresas e partidos políticos e também políticos. Ora, onde está a novidade? Essa relação sempre foi marcada pela promiscuidade, em todos os níveis.

Para começo de conversa, o que leva um cidadão a disputar um cargo eletivo gastando mais, muito mais, do que vai receber durante todo o exercício do mandato? O sistema político brasileiro leva a estas e outras aberrações.

O custo de uma eleição já foi mais modesto. Houve um tempo em que alguém era capaz de se eleger pela folha de serviços prestados ou pelo discurso. Esse tempo ficou para trás. O custo do mandato cresceu exponencialmente nos últimos anos, inviabilizando a eleição dos sem-dinheiro.

Poucos conseguiram mandatos eletivos sem o derramamento de dinheiro em suas campanhas. E poucos tiraram dinheiro de seu bolso para financiar suas candidaturas. Os recursos apareceram através de doações que teoricamente saíram dos cofres das empresas.

Dinheiro púbico

Mas não foi bem assim. As empresas fizeram caixa com tais recursos a partir do superfaturamento de obras e serviços públicos. Daí repassaram as sobras para as campanhas políticas. Ou deve-se ingenuamente imaginar que de fato foram doações espontâneas?

Ora, no Brasil, ao contrário do que ocorre em países desenvolvidos, as empresas não têm a prática de fazer doações. Para nada. Não dão bolsas de estudo para os jovens nem financiam projetos sociais, ambientais ou culturais, muito menos de inovação tecnológica.

Também não fazem doações para creches, nem para abrigos de idosos ou para hospitais. Por que, então, essas empresas teriam bom coração e abririam seus cofres apenas para os políticos, beneficiando justamente os mais conhecidos pela sua reputação duvidosa?

Só por aí já daria para desconfiar da marmelada revelada pelo mensalão e pela Lava-Jato. 

Foto: Cidadeverde.com

Advogada Geórgia Nunes: aprovação a toque de caixa

Fundão

Estão a pleno vapor no Congresso Nacional as articulações para a aprovação, antes do final de julho, de um pacote eleitoral que inclui a criação de um fundo de financiamento de campanhas com dinheiro público.

E não será pouco dinheiro: R$ 3,5 bilhões para as eleições de 2018.

Nova sangria

Os articuladores de mais essa facada no Tesouro Nacional são o PMDB, PSDB, DEM, PSB, PP, PR e PSD.

Juntos, esses partidos têm voto de sobra para aprovar a sangria nos cofres públicos.

Olho vivo!

A advogada Georgia Nunes, especializada em Direito Eleitoral, diz que é importante um debate acerca da proposta.

Ela desconfia que a PEC tratando do assunto vai correr no Congresso a toque de caixa.

E agora?

Quando a presidente Dilma tinha entre 10 e 12% de aprovação, o então vice-presidente Michel Temer, já em rota de colisão com ela, declarava ser impossível governar com tamanha popularidade.

Ele está com miseres 7%, segundo o Datafolha, mas deve ter mudado de ideia.

PT, o preferido

E o que dizer do resultado da mesma pesquisa que mostra o PT como o partido com a maior popularidade entre os eleitores brasileiros?

Segundo o levantamento, 18% dos entrevistados têm preferência pela legenda dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.

O PSDB do senador Aécio Neves e o PMDB do presidente Michel Temer aparecem empatados na segunda posição, com 5% do eleitorado.

A maioria dos entrevistados, porém, não é particularmente simpática a nenhum partido: 59% disseram que não têm preferência alguma.

Taxa do lixo

O prefeito Firmino Filho considera que a taxa do lixo, a ser cobrada a partir de agora em Teresina, é apenas “simbólica”.

Para bom entendedor, o prefeito disse que no futuro a taxa do lixo vai pesar no bolso.

Custos

De fato, a limpeza da cidade é uma das maiores despesas da Prefeitura. Somente no ano passado, o custo com o lixo chegou a R$ 78 milhões.

O município espera arrecadar este ano algo em torno de R$ 7 milhões com a taxa do lixo. Ou seja, menos de 10% do custo de todos os serviços de limpeza.

Exposição

Seriam os Piauienses da Serra da Capivara os Homens Mais Antigos das Américas? A indagação dá título à exposição sobre o Parque Nacional Serra da Capivara que será aberta no Teresina Shopping a partir de domingo, dia 2 de julho.

O evento traz registros fotográficos e audiovisuais realizados pelo fotojornalista André Pessoa.

Férias

A mostra conta com debates científicos a origem do homem no continente americano.

Antes de chegar ao país, Seriam os Piauienses da Serra da Capivara os Homens Mais Antigos das Américas? estreou na Alemanha, em maio, na Embaixada do Brasil em Berlim, onde permanece até o dia 31 de junho.

André Pessoa informou que a exposição constará de 30 fotos e ficará no Teresina Shopping por 40 dias, durante as férias escolares. 

Foto: Zózimo Tavares

André Pessoa: exposição da Alemanha para Teresina

* O novo bispo de Floriano, dom Edivalter Andrade, tomou posse no sábado, em ato que contou com a presença do governador Wellington Dias.

* O deputado Rubem Martins (PSB) alertou que a greve dos servidores da Adapi ameaça trazer de volta o risco da aftosa nos rebanhos piauienses.

* Se estavam esperando algo acontecer para o Aeroporto Internacional de Parnaíba se tornar mais inútil do que é, ela aconteceu.

* O Ceará inaugurou sábado, com muita festa, o Aeroporto Internacional de Jericoacoara, um dos destinos turísticos mais procurados do país.

Pragmatismo tucano

Na sexta-feira, a Prefeitura de Teresina fez o plantio de árvores na área do campinho de futebol do Parque Ambiental da Floresta Fóssil. Deram ao prefeito Firmino Filho uma muda maior, já quase adulta. E antes que alguém perguntasse o motivo, já foram justificando:

- Quem deve plantar uma árvore que dá sombra é o prefeito.

(Colaborou Elivaldo Barbosa)