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Câmara engavetará denúncia contra Temer

A denúncia contra o presidente Michel Temer, recebida do Supremo Tribunal Federal na quinta-feira passada, já foi lida pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e deverá ser analisada agora na Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ, composta por 66 membros.

Esse colegiado será responsável por recomendar ou não a análise em plenário da denúncia encaminhada ao STF pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele acusa o presidente de cometer crime de corrupção passiva.

Como nas demais situações desse gênero, entretanto, cabe ao plenário da Câmara dar aval ou não para que o STF possa aceitar a denúncia e abrir o processo. Se a Câmara autorizar a ação contra Michel Temer, ele terá de se afastar da Presidência por 180 dias, até ser julgado.

São necessários pelo menos 342 deputados contra o presidente para a abertura do processo. O governo precisa de apenas 172 votos para que a denúncia seja engavetada.

Mesmo com todo o barulho que a oposição e a mídia fazem em torno do caso, a vitória do presidente na Câmara é praticamente certa.

Denúncia perde força 

A denúncia contra ele, de impacto arrebatador no primeiro momento, vem perdendo força. A bola estava no campo do adversário e chegou ao seu, que é o da política. 

A oposição consegue fazer muito barulho, mas não faz gol. Nem a sua torcida ela consegue mais agitar, pois muitos de seus membros também estão na lista de investigados e denunciados. A greve geral convocada contra o governo, na sexta-feira, por exemplo, foi um fiasco.

Mas não é esse o cenário mais favorável ao presidente, nesta nova etapa da denúncia. Há outro que passa praticamente despercebido. É o do corporativismo. Dos 66 deputados que integram a Comissão de Ética, 31 são citados em inquéritos e delações da Operação Lava Jato, segundo a mídia. Doze são investigados.

Acerto de contas

Há tempos o Congresso quer dar o troco ao Ministério Público, que vem rondando as duas casas legislativas com suas denúncias e investigações. Já tentou de diversas formas, mas não obteve êxito. Porém, chegou a hora para um acerto de contas.

Assim, no exame do processo contra Temer, não haverá propriamente uma defesa literal e apaixonada do governo. Os parlamentares, pela sua maioria, farão outro raciocínio: se entregarem a cabeça do presidente ao Ministério Público, a próxima a rolar pode ser a de qualquer um deles.

Então, por que darão mais poderes ao MPF? Basta que 172 dos 513 deputados digam que a acusação é inconsistente e ela cai. 

Foto: Divulgação

O deputado Silas Freire, entre Renata Abreu e Álvaro Dias, no Podemos

No Podemos

O senador Álvaro Dias, o deputado federal Silas Freire e o ex-jogador Marcelinho Carioca se filiaram no sábado (1º) ao Podemos.

As filiações foram assinadas na cerimônia de lançamento do partido, em Brasília. O senador Romário (RJ) enviou um vídeo ao evento no qual também anunciou a filiação à legenda.

O Podemos , que substitui o antigo Partido Trabalhista Nacional (PTN) e é presidido pela deputada Renata Abreu (SP),  teve a troca de estatuto e de nome homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em maio, sendo agora oficializada no evento. 

BR-135

A solução encampada pela bancada federal do Piauí, para intervenção imediata na BR-135, a “estrada da morte”, foi a lançada pelo superintendente estadual do Dnit, Paulo de Tarso Cronemberger.

Ele sugeriu que se fizesse uma operação nos pontos mais críticos da rodovia, em caráter de urgência, com o remanejamento da verba de manutenção das estradas federais no Piauí.

Luta antiga

A propósito, o parlamentar que mais se bate pela BR-135, há muito tempo, é o deputado federal Paes Landim (PTB). Ele já fez vários pronunciamentos cobrando ações do governo federal para a estrada.

Em vários discursos da tribuna da Câmara, Landim disse que a BR-135 é um atentando, em face dos riscos que ela oferece aos seus usuários.

Desconto

Se os médicos acharam muito o corte linear de 30% nos valores de seus contracheques, eles não perdem por esperar.

A Secretaria de Administração fará mais dois descontos, nos mesmos percentuais, nos próximos meses.

No sistema de controle de frequência, os profissionais aparecem como faltosos.

Ponto falho

O Sindicato dos Médicos do Piauí alega que a historia é outra: o sistema de ponto eletrônico implantado pelo governo é falho e pegou até quem estava de férias.

O secretário Franzé Silva disse que a situação será avaliada hoje.

Foto: Divulgação

Posse na Academia Brasileira de Cerimonial e Protocolo

Posse – A piauiense Emília Nunes tomou posse na Academia Brasileira de Cerimonial e Protocolo, no auditório do TCU, em Brasília. Ela foi empossada na cadeira que tem como patrono o embaixador Aluzio Napoleão, que foi chefe do Cerimonial da Presidência da República, no Governo Juscelino Kubitschek. O ex-senador Hugo Napoleão, filho do patrono da cadeira, discursou na cerimônia.

* Na corrida ao Planalto, o senador Álavor Dias (PR) mostrou que é bom de salto triplo. Ele pulou do PSDB para o PV e, agora, para o Podemos.

* O ex-prefeito de Corrente, Jesualdo Cavalcanti, está em São Paulo, para se submeter a uma cirurgia.

* O empresário Edmilson Carvalho é o novo presidente do Setut. A posse foi na semana passada. Ele já dirigiu a entidade.

* O senador Ciro Nogueira voltou ao presidente Temer na sexta-feira. Foi agradecer o interesse do governo pela BR-135.

Coisas de Oeiras

Do jornalista Elivaldo Barbosa, sobre as mudanças políticas em Oeiras: os Tupamaros e Bocas Pretas estão na base governista na Assembleia Legislativa, mas as diferenças políticas entre os grupos rivais seguem vivas e acirradas. Na posse de Bessah Filho (PP), o pai do novo parlamentar, ex-deputado federal B. Sá (PP), deu uma "espetadinha" nos adversários da política oeirense, afirmando que os Bocas Pretas são aliados de primeira hora do governador Wellington Dias e não pegaram carona em adesões recentes. O deputado Mauro Tapety (PMDB) não deixou por menos:

- Nossa aliança com o governador Wellington Dias de fato é recente, mas é sincera, tem valor  e consistência; em nossa palavra o governador pode confiar.