Cidadeverde.com

O tamanho da oposição

Desde que explodiu a crise política decorrente da delação premiada do dono do grupo JBS-Friboi, Joesley Batista, o presidente Michel Temer já foi dado como morto politicamente em várias ocasiões. Sua renúncia foi anunciada como irreversível para o dia 18 de maio. Ela não aconteceu.

Depois marcou-se outra ocasião para o fim de seu governo: 9 de junho, no julgamento da chapa presidencial Dilma-Temer, no Tribunal Superior Eleioral, por abuso de poder econômico na campanha eleitoral de 2014. Mais uma vez, a previsão não se confirmou. O presidente ganhou a causa.

Baixas no governo

É fato que, de lá para cá, a base de sustentação política do governo vem tendo baixas significativas. Uns porque não querem que as denúncias feitas contra o presidente respinguem neles. Outros porque são vocacionados para o oportunismo político e, como preás, sempre dão um jeito de fugir quando o capim começa a pegar fogo.

Diante das deserções na base, fixou-se outro momento para o fim do presidente. Ele se daria na votação da reforma trabalhista no Senado, dia 12 passado. Mas ela acabou passando por um placar elástico a favor do governo: 50 votos a 26.

Então, estabeleceu-se que Temer finalmente cairia quando a denúncia contra ele fosse analisada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Essa também falhou redondamente. Um dia depois da vitória no Senado, o presidente ganhou de lavagem outra vez na Câmara, por 40 votos a 25.

Para tanto, lançou mão, é fato, de articulações e artimanhas muito criticadas pelos adversários, mas próprias das casas políticas, como a substituição de membros da CCJ avaliados como infiéis.

Temer resiste

O presidente saltou todas essas fogueiras, deixando a oposição desorientada. Ele passará por uma nova prova de fogo no início de agosto, quando a denúncia da Procuradoria Geral da República será analisada no plenário da Câmara.

Seus adversários dizem que, desta vez, o presidente cai. Mas dizem isso apenas da boca para fora. As duas votações decisivas para o presidente, no Senado e na Câmara, mostraram que ele ainda dispõe de surpreendente vigor político nas duas Casas.

As votações da semana passada mostraram também o tamanho da oposição no Senado e na Câmara – em torno de um terço dos votos. Se o presidente vier a sofrer algum revés, será por conta dos votos de sua base, não por causa dos votos da oposição.

Dilma senadora

Circula nos meios políticos a informação de que a presidente Dilma Rousseff será candidata a senadora pelo Piauí, através de um acordo com o governador Wellington Dias.

Ninguém confirma ou desmente. É aguardar setembro, prazo final para transferência de domicílio eleitoral.

Hoje a ex-presidente vota no Rio Grande do Sul.

Circuito

Eis que o Piauí ganha mais uma opção cultural: o Circuito de Vaquejada Fábio Abreu, realizado em quatro municípios do Norte do Estado, com muitas atrações e premiações!

Biblioteca Virtual

A governadora em exercício Margarete Coelho participa, hoje, a partir das 8h30, da solenidade de lançamento da Biblioteca Virtual Especializada, no auditório do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual do Piauí (Uespi).

A biblioteca disponibilizará livros e periódicos especializados na área jurídica para os estudantes dos cursos de Direito, Administração e Ciências Contábeis da universidade e também para servidores do estado do Piauí.

Casamento

O mundo político, empresarial e social prestigiou o casamento de Louise Tajra e Danilo, no sábado, na Igreja de Fátima, com recepção no Theresina Hall.

Entre os que foram levar suas felicitações ao novo casal, estavam a governadora em exercício Magarete Coelho, o prefeito Firmino Filho, o desembargador Raimundo Alencar e os conselheiros Olavo Rebelo e Luciano Nunes, do TCE, além dos ex-governadores Wilson Martins, Zé Filho e Hugo Napoleão, bem como o deputado federal Heráclito Fortes e o ex-ministro João Henrique Sousa, presidente nacional do Sesi.

Caravana

As duas novas edições da Caravana Piauí em Movimento, organizada pela Fundação Ulysses Guimarães, foram prestigiadas por lideranças políticas das regiões de Água Branca, na sexta-feira à noite, e de Valença, no sábado pela manhã.

No evento, o ex-ministro João Henrique apresenta um diagnóstico sobre o Piauí e aponta potencialidades e alternativas de desenvolvimento para o Estado.

Mudar é preciso

O ex-governador Zé Filho prestigiou o evento em Água Branca, cumprimentando o ex-ministro João Henrique pela iniciativa.

Para Zé Filho, “não podemos continuar com o desgoverno em que o Piauí vive, com a criação de secretarias para acomodar apadrinhados políticos, enquanto o povo sofre com falta de segurança, saúde e emprego.”

Foto: Divulgação

Ex-ministro João Henrique, em Água Branca

* O governador Wellington Dias terá amanhã o seu primeiro compromisso oficial da viagem ao Canadá.

* Será hoje, às 10 horas, no Palácio de Karnak, o lançamento da Ópera Serra da Capivara.

* Fala-se que o cachê da cantora Ivete Sangalo para se apresentar em Regeneração será de R$ 300 mil.

* O Tribunal de Contas pediu informações sobre o show, através do Ministério Público de Contas.

Fechou questão

Em Brasília, uma nova piada nos meios políticos sobre a indecisão dos tucanos. No Congresso, dois deputados se encontram e puxam conversa:

Deputado 1 – Quais são as últimas?

Deputado 2 – O PSDB fechou questão?

Deputado 1 – Contra ou a favor do presidente?

Deputado 2 – Fechou questão de continuar em cima do muro.