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Onde esse dinheirão faz falta

Foto: IstoÉ

Dinheiro apreendido pela Polícia Federal

1. Uma apreensão de uma bolada de R$ 51 milhões, em espécie, socados em malas e em caixas de papelão, amontoadas em um apartamento no Centro de Salvador. As primeiras informações apontam um ex-ministro de Estado, nos governos Lula, Dilma e Temer, como dono ou guardião da dinheirama;

2. Um ex-presidente da República, Lula, denunciado em nova ação do Ministério Público Federal sob a acusação de ter recebido R$230 milhões em propina;

3. Uma ex-presidente da República, Dilma, acusada também pelo Ministério Público Federal de ser beneficiária de propina no valor de R$170 milhões apenas de uma construtora;

4. Um ex-ministro do governo Lula, um dos mais fortes, Antônio Palocci, revela em depoimento na Lava-Jato que uma construtora ofereceu ao ex-presidente, ao término de seu mandato, um pacote de propina incluindo um terreno para a sede do instituto que leva o seu nome, em São Paulo, e uma bolada de R$ 300 milhões para gastar em política.

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Tudo isso apareceu no noticiário nacional em apenas 24 horas. Até que os fatos sejam devidamente esclarecidos, podemos adiantar, entretanto, que esse é o tipo de dinheiro que faz falta.

Faz falta para a compra da merenda escolar; para abastecer o hospital púbico e o posto de saúde de remédio; para o piso salarial justo do professor; para equipar e remunerar adequadamente a polícia.

Faz falta também para melhorar o abastecimento de água tratada e a energia elétrica, bem como para a  implantação de esgoto em todas as ruas das cidades.

É esse tipo de dinheiro fácil nas mãos de poucos que encarece as obras públicas; que leva ao atraso e muitas vezes à paralisação delas.

Esse tipo de dinheiro é responsável, ainda, por muitas outras mazelas, inclusive a moral.

Que o brasileiro, sobretudo o eleitor, e especialmente o pobre, comece a refletir sobre isso.

Afinal, como adverte o papa Francisco, os pobres pagam pelos pecados dos corruptos.

Cadeia neles!

Do ministro Luiz Fux , sobre os novos áudios dos empresários Joesley Batista e Ricardo Saud, da JBS:

- Eles procuraram degradar a imagem do Supremo Tribunal Federal através de uma bravata e sem prejuízo eles causaram enorme prejuízo ao Brasil no plano internacional. Então, eu acho que a primeira providência que tem de ser tomada é prender eles.

Transparência

Um grande acerto do ministro Edson Fachin foi a retirada imediata do sigilo do áudio da conversa que motivou a abertura do processo de revisão do acordo de colaboração da JBS.

Devido às menções feitas pelos delatores em diálogos com exposições íntimas, Janot havia enviado o áudio ao STF sob segredo de Justiça.

Ao adotar ação de transparência no caso, o relator contribuiu para que o país pudesse conhecer melhor a sua gravidade e o nível dos delatores.

De boa

Enquanto a ministra Carmén Lúcia faz um pronunciamento indignado – e com razão de sobra – Joesley Batista continua solto, Geddel Vieira Lima é punido com prisão domiciliar, sem tornozeleira, e José Dirceu cai no samba.

Onde está o braço forte da Justiça?

Solidariedade

Após a revelação do ex-ministro Palocci, na Lava Jato, sobre supostas propinas da construtora Odebrecht a Lula, o governador Wellington Dias divulgou nota ontem, pelas redes sociais, hipotecando solidariedade ao ex-presidente:

"Conheço o presidente Lula há muitos anos e, após tomar conhecimento do depoimento do ex-Ministro Antônio Pallocci - imagino as circunstâncias que o levaram a isto, afirmo que o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva é um homem digno. São poucos os seres humanos tão desapegados de riqueza material como ele. Reafirmo minha confiança na inocência de Lula. Quero acreditar na Justiça deste país e espero que, de forma apartidária, seja garantido o respeito à Constituição Brasileira sem paixões, preconceitos e ódio.
Por fim, também espero que a verdade seja reposta."

Pela culatra

Na véspera da vinda do ex-presidente Lula ao Piauí, na semana passada, o vereador Dudu do PT saiu batendo perna pela Polícia Federal, pela Polícia Civil, pela mídia e por onde mais fosse possível para se certificar da segurança do petista.

Pois foi justamente a segurança do ex-presidente que quase mata na taca, em Teresina, um manifestante, que foi para a UTI entre a vida e a morte.

Foto: Divulgação

Desfile - Sem vaias e sem aplausos, conforme registrou a imprensa de Brasília, o presidente Michel Temer acompanhou ontem o desfile do Dia da Independência. Estavam ainda no palanque oficial, além de Marcela e Michelzinho, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM),  do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), o ministro da Defesa, Raul Jungman,  entre outras autoridades. O ex-ministro João Henrique Sousa, presidente nacional do Sesi (Serviço Social da Indústria), também estava no palanque oficial como convidado do presidente Temer.

* Enquanto no campo político a temperatura continua alta, na economia surgem duas boas notícias.

* Uma dá conta de que a inflação medida pelo IPCA caiu, segundo o IBGE. Acumulado deste ano é o menor desde 1994.

* A outra é o corte da taxa de juro em mais 1%. Agora a Selic está fixada em 8,5%. Em maio do ano passado, era de 14,25%, um escândalo!

* O procurador Rodrigo Janot está numa sinuca de bico: se não pedir com urgência a prisão de Joesley, ele vai desmoralizar a delação premiada, para a alegria geral de todos os bandidos.

Caravanas da fé

Na abertura dos festejos de Santa Cruz dos Milagres, na segunda-feira, com o santuário lotado, o padre Ranieri começa a identificas caravanas de fiéis presentes à celebração:

- Quem veio de Água Branca levanta o braço!

A turma levantava.

- Quem veio de Teresina levanta o braço!

A turma levantava. Quando já ia na décima cidade, ele pediu de novo:

- Quem veio de Brasília levanta o braço!

Ninguém levantou. Aí o padre se benzeu diante dos fiéis:

- Graças a Deus!