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Governadores cobram dívida bilionária

Foto: Álvaro Luís Carneiro/Governo do Piauí

Governadores lançam a "Carta de Diamantina"

Na semana passada, a imprensa de Teresina dava conta que o governador Wellington Dias informava que o governo federal deve cerca de R$ 800 milhões de indenização ao Piauí. O débito estaria vinculado à federalização da Cepisa.

Não dei muita bola para esta informação. Primeiro, porque não sou muito afeito aos números que saem da boca dos políticos, principalmente os mais exagerados. Depois, a Cepisa está nas mãos da Eletrobras há 20 anos. Por que só agora o Governo do Piauí cobra essa dívida ao governo federal?

Muito bem! Na segunda-feira, Wellington Dias anunciou que levaria para o Fórum dos Governadores, em Minas Gerais, a discussão sobre o ressarcimento de cerca de R$ 500 bilhões por parte do governo federal.

Conta antiga

Segundo o governador, o valor calculado é referente às perdas dos estados e municípios com a Lei Kandir, que isenta a cobrança do ICMS sobre as exportações de produtos primários e não industrializados.

 “Há a necessidade de se ter uma solução, ou de anular a regra da Lei Kandir ou encontrar uma fonte segura para isso”, ressaltou o governador, que viajou na segunda-feira para Belo Horizonte. 

A Lei Kandir é de setembro de 1996. Como é que só agora os governadores descobriram esse calote bilionário da União? O Governo do PT, que durou 13 anos, ajudou a dar esse cano nos Estados, incluindo o Piauí?

Para se ter uma ideia do tamanho dessa conta, basta citar que o socorro financeiro aprovado pelo Governo Federal para o Rio de Janeiro será de R$ 41 bilhões, até 2020.

Essa ajuda se dará através do alívio provisório de dívidas e novas concessões de empréstimos ao Estado, a fim de que possa honrar a folha de pagamentos, colocar em dia as aposentadorias atrasadas e pagar os fornecedores.

Orelha em pé

As duas contas apresentadas pelo governador Wellington Dias só me fazem desconfiar que os Estados, entre eles o Piauí, estão com o caixa zerado. E começam a arrumar cartão de seguro para justificar eventuais atrasos nos pagamentos, inclusive de salários, no final do ano.

Que eu esteja redondamente enganado!

Foto: Reprodução

Luiz Carlos Cronemberger, diretor da Petrobras

Petrobras

O engenheiro piauiense Luiz Carlos Cronemberger Mendes é o novo diretor-geral-executivo da Petrobrás. Ele acumula o cargo com a gerência geral de Implantação de Projetos.

Técnico da empresa há 34 anos, ultimamente ele vinha se dedicando a três projetos do pré-sal na Bacia de Campos.

Luiz Carlos é irmão do médico Sílvio Mendes, presidente da Fundação Municipal de Saúde.

Cadeia nele!

Da senadora Ana Amélia, sobre as espertezas do delator-mor da República, Joesley Batista:

- Depois de obter empréstimos bilionários através da corrupção e manipular a Procuradoria Geral da República, Joesley Batista não pode ficar livre de uma severa punição.

Cobra engolindo cobra

Deu no Antagonista, o blog do jornalista Diogo Mainard:

- No último depoimento à PGR, obtido por O Antagonista, Francisco de Assis e Silva diz que Ricardo Saud deu a impressão de que “estava pronto para delatar o Joesley”.

Segundo o diretor jurídico da J&F e também colaborador, Saud já tinha “toda a documentação” separada. Francisco contou que Saud estava “inseguro e indeciso” e que Joesley teve de convencê-lo a integrar o acordo.

Seca

O deputado Gustavo Neiva (PSB) denunciou que o Governo do Estado está atrasando em até três meses o pagamento dos carros-pipas que deveriam abastecer as cidades do semiárido que sofrem com a falta d’água. 

O parlamentar citou a cidade de Curimatá, no Sul do Estado, onde os carros pipas foram contratados há três meses e nunca receberam o pagamento do Governo. 
 

* Hospital da Unimed Ilhotas divulgou nota com aviso de suspensão do atendimento aos segurados do Plamta, por falta de pagamento.

* Já o Hospital da Unimed Primavera está cobrando do plano dos servidores estaduais uma dívida superior a R$ 5 milhões.

* Ao final do Fórum dos Governadores, ontem, em Minas, os participantes divulgaram a “Carta de Diamantina”.

* No documento, eles reivindicam recursos da Lei Kandir e uma política de segurança para o país.

O desconhecido

Do presidente regional do PMDB, deputado federal Marcelo Castro, botando o pé na parede contra a candidatura do ex-ministro João Henrique Sousa ao Governo do Estado, nas eleições do próximo ano:

- Encomendei uma pesquisa e nela 76% dos entrevistados jamais tinham ouvido falar em meu nome, mesmo com minha forte atuação na Câmara dos Deputados. Agora você imagina o João Henrique, que foi candidato pela última vez em 1998. Vão completar agora 20 anos que ele não é candidato. Se você fizer uma pesquisa hoje, quantos por cento você acha que o conhecem?