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O protesto dos reitores

Repercute em todo o país a morte do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, professor-doutor Luiz Carlos Cancellier. Ele se suicidou na segunda-feira, atirando-se do vão central de um shopping de Florianópolis, duas semanas depois de ser preso pela Polícia Federal, acusado de participar de um esquema de corrupção envolvendo o ensino à distância.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que reúne os reitores das universidades de todo o Brasil, divulgou nota criticando duramente a ação que resultou na prisão do reitor da UFSC.

Diz a nota que “o sentimento de pesar compartilhado por todos/as os/as reitores/as das universidades públicas federais, neste momento, é acompanhado de absoluta indignação e inconformismo com o modo como foi tratado por autoridades públicas o Reitor Cancellier, ante um processo de apuração de atos administrativos, ainda em andamento e sem juízo formado.”

Moralismo espetacular

A nota dos reitores afirma que “É inaceitável que pessoas de bem, investidas de responsabilidades públicas de enorme repercussão social tenham a sua honra destroçada em razão da atuação desmedida do aparato estatal.”

Acrescenta, ainda, que “É inadmissível que o país continue tolerando práticas de um Estado policial, em que os direitos mais fundamentais dos cidadãos são postos de lado em nome de um moralismo espetacular.”

A nota dos reitores certamente está encontrando eco em muitos segmentos da sociedade. Uma coisa é o combate firme e continuado à corrupção. Este deve ser feito e apoiado por todos. Outra é a pirotecnia. E esta última é só o que se tem visto diariamente no Brasil. 

 

Foto:Divulgação

O Iaspi deve R$ 60 milhões a hospitais

Paralisação

Primeiro foram os Hospitais da Unimed. Agora são todos os hospitais e clínicas credenciados que vão suspender o atendimento aos usuários do plano de saúde dos servidores estaduais do Piauí (Plamta).

A paralisação do atendimento deve começar hoje, quarta-feira.

A dívida

Em ofício encaminhado dia 29 de setembro à direção do Instituto da Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Piauí, Daniela Amorim Aita, o presidente do Sindicato dos Hospitais do Estado, Jefferson Campelo, solicitou o pagamento por serviços prestados ainda no mês de junho.

Em caso de não quitação do valor devido, comunicou que seriam cessados os atendimentos a usuários do Plamta e Iasp-Saúde.

 A dívida do Iaspi com os hospitais já soma R$ 60 milhões, segundo o sindicato.

200 mil usuários

O Plamta e o Iaspi-Saúde têm cerca de 200 mil usuários e a maioria se utiliza de serviços prestados em Teresina.

A suspensão dos atendimentos anunciada pelos estabelecimentos clínico-hospitalares e laboratoriais de Teresina deve atingir consultas, exames e cirurgias eletivas, ficando de fora as urgências e procedimentos em curso, como, por exemplo, pessoas em pós-operatório.

Audiência

O Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Piauí (Iaspi) informou que hoje acontecerá uma audiência no Ministério Público do Estado do Piauí, quando serão prestados todos os esclarecimentos necessários ao promotor e aos sindicalistas ligados ao Sindhospi sobre os pagamentos à rede credenciada.

Atraso menor

O Instituto esclareceu ainda que não há como se falar em atraso de quatro meses porque não se pode contabilizar os 60 dias de tramitação do processo.

O prazo passa a contar a partir de 60 dias da fatura entregue.

 

 

* Em Parnaíba, o prefeito Mão Santa inovou: ele criou o cargo de secretário imediato do prefeito.

* O novo cargo é ocupado pelo médico Valdir Aragão, amigo pessoal de Mão Santa e seu secretário de Saúde até  semana passada.

* O Sindicato dos Médicos do Piauí anunciou para sexta-feira uma nova paralisação de advertência na rede estadual de saúde.

* O movimento é para pressionar o governo a adotar o piso da Federação Nacional dos Médicos e a atender a outras reivindicações da categoria.

Descarga furada

No segundo governo Alberto Silva, o PMDB se dividia em dois, na Assembleia Legislativa: um louvava o governo e o outro batia nele. Isso nos debates em plenário, porque nas votações todos votavam em peso com Alberto Silva. À época, o deputado João Silva Neto, sobrinho do governador e um dos membros da ‘banda de música’ do PMDB, saiu-se com esta:

- O PMDB é como carro oficial velho, que passa o dia na rua fazendo barulho, mas à noite se recolhe à garagem do governo.