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Prefeita nomeia o marido como prefeito

Imagem: Reprodução

No ato oficial, prefeita de Várzea Grande dá superpoderes ao marido, ex-prefeito

Os técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) já estão acostumados com atos de nepotismo na administração pública. Eles tomaram um grande susto, porém, ao analisar os documentos da prestação de contas da Prefeitura de Várzea Grande relativas a janeiro deste ano.

Os auditores encontraram um ato da prefeita nomeando o marido para o cargo de secretário municipal. Mas não ficou só nisso: na prática, ela entregava a caneta de prefeito ao marido, dando-lhe plenos poderes para administrar as finanças do município.

Superpoderes

Tudo começou assim: no início de seu mandato, em 9 de janeiro deste ano, a prefeita Cláudia Regina Medeiros e Silva (PCdoB) assinou a portaria  nº 002/2017, nomeando Luís Nunes Ribeiro Filho, seu marido e ex-prefeito do município, para o cargo de assessor especial.

Já no dia seguinte, ela assinava um ato com uma errata da portaria, nomeado Luís Nunes Ribeiro Filho como secretário municipal de Administração e Finanças, atribuindo-lhe poderes típicos de um prefeito.  

A partir dali, o marido tinha poderes para fazer tudo o que um prefeito pode fazer, discriminados no ato: “solicitar, requerer e assinar extratos, saldos, senhas, certidões junto as instituições financeiras e órgãos públicos, Banco do Brasil Caixa Econômica Federal, INSS e Receita Federal.”

Ficha Limpa

Eleito para seu primeiro mandato de prefeito em 2004, pelo PSB, Luís Filho foi reeleito em 2008.  Ele disputaria uma nova eleição para o cargo no ano passado, pelo PTB. No meio da campanha, a Câmara Municipal manteve, por 8 votos a 1, a decisão do Tribunal de Contas do Estado reprovando as contas de sua administração relativas a 2011 e ele foi barrado pela Lei da Ficha Limpa.

Na última hora, o ex-prefeito lançou, então, a mulher como candidata em seu lugar. E, para que não ficasse qualquer dúvida da presença dele no processo, o registro dela como candidata, no Tribunal Regional Eleitoral, foi como “Regina do Luís Filho”.

Cria e criador 

Luís Filho é a principal liderança política de Várzea Grande, que fica a 200 quilômetros ao Sul de Teresina e tem uma população de 4.300 habitantes, segundo o IBGE.

Nas eleições de 2012, quando estava encerrando seu segundo mandato consecutivo, ele indicou o sobrinho José Rodrigues Ribeiro Filho, mais conhecido como Zé Filho, de apenas 25 anos, como candidato a prefeito. O jovem concorreu pela coligação "É nós de novo com a força do povo”, formada por PT, PTB, PMDB, PSB e PC do B, e venceu com mais de 60% dos votos.

Luís Filho queria a prefeitura de volta em 2016, mas o prefeito Zé Filho se recusou a entregar e concorreu à reeleição. Sobrinho e tio se enfrentaram nas urnas e o prefeito foi derrotado, com a eleição da mulher do ex-prefeito, seu ex-padrinho político.

Agora, o ex-prefeito Luís Filho mostra quem é que dá as cartas na política de Várzea Grande. Pelo visto, não é só a prefeita Regina que é do Luís Filho, mas a própria prefeitura. 

Reprodução

A prefeita se elegeu com a força política do marido

 

 

Pingos nos is

Já de volta a Teresina, depois de participar de um evento na Espanha, o prefeito Firmino Filho deve partir para pôr os pingos nos “is” depois da derrota que sofreu na Câmara Municipal de Teresina.

O Palácio da Cidade já identificou que “forças externas” participaram do processo que levou sua base à rebeldia.

Justiça muda

Depois do assassinato da universitária Camila Abreu, 21 anos, por um capitão da PM que entrou na corporação por força de decisão judicial, a Justiça está maneirando a mão.

Os magistrados já não obrigam, como antes, o serviço público a admitir concursados reprovados no exame psicotécnico.

Nos últimos dias, a Justiça tomou mais de 20 decisões negando acesso ao serviço público de concursados que não passaram no psicotécnico.

Luto

Faleceu em Belo Horizonte, onde morava, a médica piauiense Fernanda Monteiro da Silva, filha do ex-prefeito Francisco Gerardo e da arquiteta Odinéa Monteiro.

Reforma

A Folha de S. Paulo divulgou ontem que o presidente Michel Temer bateu o martelo neste fim de semana sobre mudanças na Esplanada dos Ministérios e pode remover Imbassahy (Secretaria de Governo) para a pasta de Direitos Humanos.

Em conversas com aliados nos últimos dias, o presidente decidiu nomear o deputado federal Alexandre Baldy (GO) para o Ministério da Saúde, no lugar de Bruno Araújo (PSDB), que pediu demissão na semana passada.

O ex-ministro João Henrique, atual presidente do Sesi, tem seu nome especulado tanto para a Secretaria de Governo da Presidência da República quanto para o Ministério dos Transportes.

Estradas e Bandeiras

Sábado, João Henrique participou do Encontro Regional Estradas e Bandeiras, que está sendo realizado em todas capitais do país para debater a organização partidária e a atual conjuntura política do país.

O evento foi realizado na sede do Diretório Regional do PMDB, reunindo dirigentes da Fundação Ulysses Guimarães e lideranças do partido.

PMDB realiza encontro em Teresina

 

* O PSB está cercando o ex-ministro Joaquim Barbosa para que dispute a Presidência da República pelo partido em 2018.

* Ora, se ele não teve força para carregar nas costas o cargo de ministro do Supremo, como poderá levar o país?

* A Câmara Municipal de Teresina realiza amanhã audiência pública sobre a proposta de supressão das aulas aos sábados nas escolas particulares.

* A audiência foi solicitada pelo vereador Caio Bucar. A Assembleia Legislatibva também debaterá a questão, por proposta do deputado Francis Lopes.

Pé na lama

Quando retornou do Rio de Janeiro, no final dos anos 80, recém-formado, o médico Carlos Francisco Oliveira procurou a direção do PV no Piauí para se filiar. Ele ainda estava entusiasmado com os primeiros passos do Partido Verde no Rio, como o “Abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas”, do qual participou com Fernando Gabeira e outros ambientalistas românticos. No Piauí, a direção do PV exigiu, para filiação do médico, que ele se submetesse a uma sabatina. Ele topou. Depois, exigiram que ele fizesse uma viagem ecológica a Tutóia, onde dormiria ao relento, em contato com a natureza. Ele não topou. A direção estadual do PV abriu o jogo:
- Olhe, doutor, para entrar no partido, tem que fazer a viagem ecológica, tem que botar o pé na lama.
Foi aí que o espírito do velho Joqueira, seu tio-avô, baixou no dr. Carlos:
- Meu amigo, pois eu tô fora! Eu tô querendo entrar num partido é para tirar o pé da lama.