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Candidatura de Firmino é uma ilusão

Na sucessão estadual de 2002, o prefeito Firmino Filho, já em seu segundo mandato, era o nome de consenso da oposição para disputar o governo. Ele tinha amplas chances de ser vitorioso. Mas, na última hora, o prefeito deu um cavalo de pau tão radical que acabou aliando-se ao governador Hugo Napoleão. Ambos foram derrotados fragorosamente nas urnas.

A muito custo, Firmino levantou-se desse tombo. Teve até que ser vereador e depois deputado estadual para, enfim, se reposicionar como um líder de expressão estadual, voltando à Prefeitura.

Como mais uma prova de que em política não existe o impossível, Firmino Filho, agora no exercício do quarto mandato de prefeito de Teresina, volta outra vez à condição de nome de consenso das oposições para concorrer ao governo.

Tutor

O prefeito quer ser governador. Já deu demonstração disso. Tanto que disputou o governo, em 2006, em carreira solo. Teve um desempenho abaixo da crítica, pois começou a sua campanha dispensando os aliados. Chegou ao final da campanha sozinho.

Agora, quando seu nome volta à crista da onda, como um nome de peso na disputa pelo governo, o que ele faz? Adota o senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, como seu tutor político. O parlamentar tem apenas um plano: ser reeleito, o que é legítimo.

Em suas contas, a renovação do mandato será mais viável no palanque do governador Wellington Dias. Por aí, Firmino estará automaticamente excluído da sucessão. Não passará de um cabo eleitoral do senador.

O PSDB e a oposição estão perdendo tempo, portanto, ao se iludirem com a candidatura do prefeito ao governo. 

 

 

Prazo

O deputado Dr. Pessoa disse que até o dia 15 de fevereiro a sua situação será resolvida no PSD.

O parlamentar disse que só uma candidatura lhe interessa para as próximas eleições: a de governador.

O PSD já sinalizou para ele com candidaturas de deputado federal e senador.

Desconforto

Como Dr. Pessoa, outros líderes oposicionistas estão em situação desconfortável em seus partidos para as próximas eleições.

É o caso do deputado Robert Rios. Ele é o líder do PDT na Assembleia e o seu partido é governo até o gogó.

A mesma situação se repete com a deputada Juliana Falcão, do PMDB. Ela também faz oposição, enquanto o seu partido é governo.

Chapa branca

O deputado federal Rodrigo Martins está trocando de sigla, porém, os partidos que já lhe fizeram convite são todos chapas brancas. E ele quer fazer campanha no palanque da oposição.

O ex-governador Zé Filho quer disputar um mandato nas próximas eleições e para ele o difícil está sendo encontrar uma sigla oposicionista para se filiar.

Luciano no páreo

O deputado Luciano Nunes (PSDB) vem sendo lembrando como uma opção das oposições para o Governo do Estado nas próximas eleições.

Ele disse que seu nome está à disposição do partido e dos eventuais aliados, mas prefere deixar a bola com o prefeito Firmino Filho.

Divulgação

Fórum de Governadores - O governador Wellington Dias teve a sua primeira reunião de trabalho do ano com os governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Em pauta, os temas para o próximo Fórum dos Governadores, a ser realizado este mês, em Brasília. 

 

 

* O presidente da APPM, Gil Carlos (PT), animou-se com a possibilidade de disputar o Senado nas próximas eleições.

* O nome dele vinha sendo falado dentro do Partido dos Trabalhadores para concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa.

* A Assembleia Legislativa aprovou projeto do deputado Firmino Paulo (PSDB) transferindo para o preso o custo e a manutenção da tornozeleira eletrônica.

 * Pelo projeto, depois de cumprida a pena, fica facultado ao monitorado doar o equipamento ao Estado.

 

Quem manda

Deu no Antagonista, a propósito da inesperada mudança do ministro indicado do Trabalho:

- E o PTB descobriu que Temer é da cota do Sarney.