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Solidariedade ou baderna?

Durante as 24 horas do dia, os líderes e a militância da chamada Frente Brasil Popular, puxada pelo PT, o MST e a CUT, estão na imprensa e nas mídias sociais, numa campanha sem trégua, para defender o ex-presidente Lula, já condenado a nove anos de prisão em primeira instância, na Lava-Jato, e prestes a ser julgado em segunda instância.

Agora, esse mesmo movimento convoca todos a irem a Porto Alegre, no próximo dia 24, para o julgamento do ex-presidente no Tribunal Federal da 4ª Região (TRF-4).

As autoridades pediram reforço na segurança em Porto Alegre durante o julgamento de Lula, pois o clima é de tensão. Os defensores e simpatizantes do ex-presidente queriam transformar o julgamento em um palanque, mas, pelo visto, preferem ver o TRF-4 virado em praça de guerra.

"Vai ter luta, sim!"

Dos políticos condenados ou acusados até agora por corrupção no Brasil - todos com a ampla defesa assegurada -, Lula é o único que tem direito a todo esse furdunço. Os demais foram inapelavelmente execrados. Uns pagam pena nas cadeias e outros não podem botar a cara na rua.

O site do MST divulgou uma entrevista com Alexandre da Conceição, um de seus dirigentes, na qual ele faz uma declaração de guerra: “Não adianta que a Prefeitura de Porto Alegre não autorize o protesto, não adianta o governador colocar toda a sua força repressora nem mesmo que o Judiciário tente impedir o povo de lutar. Vai ter luta, sim, em todo o Brasil no dia 24 de janeiro.”

A mobilização da Frente Brasil Popular não para na defesa do ex-presidente. O movimento vai além, pois tenta a todo custo intimidar, constranger e achincalhar a Justiça.

Isso é solidariedade ou baderna?

 

 

Ciro cacifa Maia

Deu ontem no site O Antagonista, de Diogo Maynard:

“Ciro Nogueira já prometeu a Rodrigo Maia o apoio (e, portanto, o tempo de TV) do PP, dono de uma bancada de 47 deputados federais, para a candidatura do presidente da Câmara ao Planalto, registra Lauro Jardim no Globo.

Em conversas reservadas com lideranças partidárias, Maia garante já ter o apoio de cinco partidos para a empreitada.”

A morte da menina

A Polícia Civil já entregou o inquérito que apura a abordagem policial que resultou na morte da menina Emile, de 9 anos.

A investigação do caso está exposta em 230 páginas, nas quais estão os depoimentos de 11 testemunhas e as provas técnicas coletadas.

Os dois policiais acusados da morte da menina são denunciados também por tentativa de homicídio contra o pai dela.

IPM

A Polícia Militar também está produzindo um inquérito sobre o caso. Nem a PM colaborou com a investigação da Civil nem esta deu colher de chá para a produção do Inquérito Policial Militar.

A OAB-PI já se pronunciou afirmando que a competência para investigar o caso é exclusiva da Polícia Civil.

Dança das cadeiras

A disputa entre o presidente Temer e o governador Wellington Dias está é acirrada.

Até o início de abril, o presidente troca 15 ministros seus. Já o governador muda pelo menos 12 secretários até lá.

Tanto os auxiliares do presidente quanto os do governador serão candidatos nas próximas eleições.

Foto: Cláudia Brandão

Bonito pra chover! - A promessa dos céus, no final da tarde de ontem, era de desabar sobre Teresina, em chuva. Se a chuva caiu mesmo, foi lá para os lados de Timon.

 

 

* O presidente do TCE-PI, Olavo Rebelo, disse que depois da inauguração da Subsede do Tribunal em Parnaíba, mais duas estão planejadas.

* Uma será instalada em Bom Jesus e a outra em Picos, para atender aos municípios dessas regiões.

* Enterraram uma caveira de burro na obra de melhoria do tráfego na Avenida Duque de Caxias, um dos principais corredores da zona Norte.

* O calendário escolar de 2018 da rede estadual de ensino programou aulas para oito sábados, a fim de completar os 200 dias letivos.

 

Epitáfio

Do jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, que morreu no sábado, aos 91 anos, no Rio, em sua crônica-epitáfio, publicada na Folha de S. Paulo:

- "Se eu morrer amanhã, não levarei saudade de Donald Trump. Também não levarei saudade da Operação Lava Jato nem do Mensalão.”