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JVC está fora de forma na política

Foto: Cidadeverde.com

João Vicente:  filiação em mau momento do PTB

Os quatro anos sem mandato deixaram o ex-senador João Vicente Claudino fora de forma na política. Somente isso pode explicar a situação dele em relação às próximas eleições.

O ex-senador sinaliza que quer voltar à cena política como candidato a governador pela oposição, mas o partido ao qual articula a sua filiação – o PTB – é governo e não abre.

Não é só isso, porém, que torna estranha a posição de JVC. Ele saiu do PTB espontaneamente, no começo de 2016.  Aos mais próximos, declarava a sua incompatibilidade com a deputada federal Cristiane Brasil, que estava no comando do partido, em substituição ao pai, Roberto Jefferson.

PTB desgastado

Muito bem! JVC se prepara para retornar ao PTB justamente no momento em que o partido está capenga, pois foi desidratado pelo governador Wellington Dias, perdendo suas principais lideranças no Estado para siglas aliadas ao PT.

Não é só isso. O PTB vive hoje no plano nacional uma grave crise de imagem, por conta da indicação da deputada Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho.

Não bastasse ser uma indicação fisiológica e nepotista, ainda foi vetada pela Justiça, que em várias decisões tem impedido a parlamentar de assumir o Ministério.

Então, como é que João Vicente, que exerceu os oito anos de seu mandato sem sofrer qualquer vexame, agindo sempre com equilíbrio, sensatez e firmeza, se submete agora a voltar para um partido que não é o melhor modelo de ética na política? Que diferença ele pretende fazer nesse jogo?

 

Sufoco no IML

O Instituto Médico Legal do Piauí dispõe de apenas uma viatura para o transporte de cadáveres. As outras duas que compõem a frota do IML estão sucateadas e no prego.

No domingo, a viatura estava atendendo a um chamado do interior e os policiais da Delegacia de Homicídio tiveram que remover, na carroceria da viatura policial, o corpo de um homem assassinado na Zona Norte de Teresina.

Contraste

Desde o início do governo, o Instituto Médico Legal pediu dez novas viaturas. Apenas uma foi comprada. O custo de um carro-tumba, como é chamado, gira em torno de R$ 150 mil.

O governo não tem condição de equipar o IML, mas não falta dinheiro para alugar carros que em muitos casos rodam para cima e para baixo, até pelo interior, em campanha política.

Ameaças

O presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Roberto Veloso, declarou em entrevista à Rádio Gaúcha, sobre o julgamento do ex-presidente Lula, marcado para a próxima quarta-feira, dia 24, em Porto Alegre:

- As ameaças estão sendo públicas, não estão sendo veladas. Temos assistido a vídeos com ameaças públicas de que serão depredados prédios públicos, que irão tomar de assalto as dependências do tribunal, que irão fazer e acontecer, até de atear fogo nós ouvimos.”

O juiz pediu “calma, tranquilidade e paz”. Ele se reuniu também com a presidente do Supremo, ministra Carmen Lúcia.

Mobilização

A propósito, o julgamento em segundo grau da condenação do ex-presidente mobiliza o Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça, a Procuradoria-Geral da República, o Ministério da Justiça e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, além de associações de magistrados.

O motivo: a segurança dos juízes de segunda instância que vão decidir o futuro do petista e dos prédios públicos.

Isso é tudo o que o réu quer, além de livrar-se da condenação, claro.

 

 

* O deputado Marden Menezes (PSDB) avalia que a pré-candidatura de seu colega Luciano Nunes está alcançando uma receptividade maior que a esperada.

* Ele destaca que Luciano reúne todas as condições para governar o Piauí, pois é preparado, tem trânsito em todas as correntes e tem espírito público.

* O governo perdeu ontem mais uma ação na Justiça ontem para dar posse à deputada Cristiane Brasil como ministra do Trabalho. Um megadesgaste.

 

Mais status, impossível! 

Com a Independência do Brasil, em 1822, as antigas fazendas do Sul do Piauí que pertenciam à Companhia de Jesus e foram anexadas ao patrimônio dos portugueses, passaram ao domínio do povo brasileiro, com o título de Fazendas Nacionais. Conta Carlos Rubem, promotor de Justiça e agitador cultural em Oeiras, que o vaqueiro Expedito, descendente de escravos que trabalharam em uma das antigas Fazendas Nacionais, no hoje município de Colônia do Piauí, quando teve, certa vez, a sua honorabilidade questionada em uma discussão banal, saiu-se com esta:

- Oia, cumpade, eu sou nego nacional, não sou qualquer um, não!