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Ônibus rodam no vermelho

Foto: Cidacdeverde.com

Empresas rodam no prejuízo

 

A exploração dos serviços de ônibus urbanos já foi um bom negócio. Há muito tempo, não é mais. Basta ver o caso de Teresina como exemplo: há pouco mais de três anos, a Prefeitura realizou a licitação pública para concessão dos serviços e nenhuma empresa de fora se interessou em participar.

Dessa forma, só as 13 empresas de ônibus que já operavam na cidade participaram da licitação. E certamente porque não tinham outra alternativa. De lá para cá, duas delas já quebraram, mesmo com cada uma tendo experiência de mais de 30 anos de atividade.

Desmonte

São muitos os fatores que contribuem para o desmonte do setor, entre eles a falta de subsídios para o transporte público, o custo crescente da operação do sistema, a política tarifária, a concorrência predatória do transporte clandestino, a violência, a fuga de passageiros, multas e as frequentes depredações da frota, inclusive com a queima de ônibus. E outros mais, como a crise econômica.

O problema é nacional. Na quinta-feira passada, o jornal A Tarde, o mais influente de Salvador, publicou: “Concessionárias de ônibus pedem extinção do contrato com a Prefeitura”. Sim, é isso mesmo. Tomando prejuízos e endividadas, as empresas querem devolver o serviço ao dono das linhas. No caso, o município.”

Prejuízos

Em Teresina, as empresas se queixam que a tarifa praticada não cobre os custos do sistema. No início de janeiro, a passagem inteira passou de R$ 3,30 para R$ 3,60, e a meia – que estava congelada há cinco anos – saiu de R$ 1,05, para R$ 1,15.

O Sindicato das Empresas de Transportes de Teresina (Setut) calcula que o custo real da tarifa situa-se ao redor de R$ 4,20, para que se possa manter equilíbrio no sistema.

Ocorre que os passageiros também não podem pagar tarifas mais altas. Em 2017, em Teresina, por vários motivos, o sistema de ônibus urbanos perdeu um milhão de passagens a cada mês, totalizando 12 milhões ao ano.

Fim da linha (?)

Pelo atual contrato de concessão, a Prefeitura deve cobrir a diferença entre a tarifa catracada (paga pelo passageiro) e o custo apurado do quilômetro rodado. Isso para equiparar a passagem estudantil à metade do valor da inteira. Desde 12, a meia correspondia a um terço da tarifa cheia.

Em 2015, 2016 e 2017 – anos da vigência do contrato – a Prefeitura não pagou as operadoras do sistema na forma contratual, pois também foi afetada pela crise econômica e financeira. O resultado é que acumula um débito em torno de R$ 20 milhões junto aos consórcios, conforme ainda o Setut.

Em dezembro, as empresas de ônibus de Teresina recorreram a empréstimos bancários para pagar obrigações como o 13º salário, já que não conseguiram poupar ao longo do ano para a folha extra. Portanto, começaram 2018 endividadas. E rodam sem saber como chegarão ao fim do ano. Nem se chegarão.

 

 

Bom exemplo

No Piauí, um magistrado abriu mão do polêmico auxílio-moradia, por julgar que se tratava de uma verba indevida e ilegal.

Foi além: devolveu aos cofres do erário R$ 77 mil, relativos ao que já havia recebido.

Ele não se surpreende com a repercussão que o benefício está alcançando, mas não fala sobre o assunto.

Antecipação

A pedido do governador Wellington Dias, por motivo de viagem dele, a Assembleia Legislativa começa mais cedo, hoje, o Ano Legislativo de 2018.

A cerimônia começa às 8 horas, com revista às tropas, na Avenida Marechal Castelo Branco, em frente ao Palácio Petrônio Portella.

Balanço

O governador estará na Assembleia às 9h, para a leitura da mensagem anual aos parlamentares, prestando contas da sua atual gestão.

Ele vai ressaltar também o apoio recebido dos parlamentares para seus projetos durante o ano passado.

Sintonia

Está em sua mensagem: “Vivemos neste ano um cenário de dificuldades, contenção e busca de equilíbrio permanente. Coube ao nosso governo, limitar gastos e discernir sobre as atividades essenciais que precisaram ser mantidas e ampliadas, para que a população tivesse acesso a serviços básicos de qualidade. Todas as decisões foram tomadas em comum acordo com a representação legislativa”.

Bom para morar

A propósito, a revista Exame traz, em sua edição de janeiro, uma nova pesquisa sobre os melhores e os piores estados para se morar.

O Maranhão segura a lanterna, com 0,432. Alagoas é o vice-campeão, com 0,454. O Piaui aparece em terceiro lugar no ranking, com 0,489.

Foto: Divulgação

Olha o vice aí! - Sempre muito discreto até aqui, o vice-prefeito Luís Júnior começa a a parecer nos eventos políticos. E em companhia do prefeito Firmino Filho. No final de semana, ele participou de reunião política com o ex-governador Wilson Martins e os deputados Robert Rios, Luciano Nunes e Rubem Martins, todos da oposição. O prefeito estaria tentando passar algum recado a alguém? 

 

 

*Foi-se o tempo da política em que os candidatos a cargos estaduais saíam de Teresina e invadiam os grotões.

* Agora o inverso também é verdadeiro. Lideranças de minúsculos municípios querem voto na capital, sem qualquer serviço prestado por aqui.

* Em Brasília, o PTB já sinaliza que vai jogar a toalha e indicar outro nome para substituir o da deputada Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho.

 

Partido do futuro

Do humorista Fraga:

- Daqui a alguns anos só haverá um partido no Brasil, chamado Base Aliada.