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Cepisa será vendida até abril

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Cepisa: processo de privatização é acelerado

Sinal verde para a privatização da Eletrobras Distribuição Piauí, a antiga Cepisa. A assembleia geral extraordinária da Eletrobras aprovou, na quinta-feira, a privatização das seis distribuidoras de energia da empresa. Uma delas é a Cepisa.

Serão privatizadas também as distribuidoras EletroAcre, Boa Vista Energia, Ceron (Rondônia), Amazonas Distribuidora de Energia, e Ceal (Alagoas).

O governo estipulou, em novembro do ano passado, o valor simbólico de R$ 50 mil por cada uma das distribuidoras.  Avaliação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estimou em R$ 10,2 bilhões o valor delas.

Dívidas
Os acionistas decidiram também que a Eletrobras vai assumir as dívidas dessas empresas, no valor de R$ 11,2 bilhões, e os encargos de R$ 8,5 bilhões referentes a aportes dos fundos setoriais de energia.

Com isso, a Eletrobras deverá assumir cerca de R$ 20 bilhões em passivos das distribuidoras cuja privatização foi autorizada.
Pelo cronograma estabelecido, a privatização das distribuidoras deve ocorrer até abril.

Além do valor mínimo de R$ 50 mil, os compradores terão de assumir o compromisso de um aporte financeiro de R$ 2,4 bilhões no capital social das seis empresas.

A empresa

A Companhia Energética do Piauí, empresa da Administração Pública Federal, prestadora de serviço público de distribuição de energia elétrica, é uma sociedade de economia mista de capital fechado, constituída pela Lei Estadual nº 1.948, de 1º de dezembro de 1959, posteriormente modificada pela Lei Estadual nº 4.126, de 30 de julho de 1987, controlada pelas Centrais Elétricas Brasileiras S/A – Eletrobras.

Desde 1997, a empresa está nas mãos do governo federal, com controle acionário sendo exercido pelas Centrais Elétricas Brasileiras – Eletrobras.

 Até o final de 2016, contava com 90.839 km de redes e linhas de distribuição, além de 84 subestações, totalizando 1.432 MVA de potência instalada, atendendo a 1.227.333 consumidores ativos.

Indiferença

E tanto fizeram nos últimos anos que, hoje, já não existe mais rejeição à venda das distribuidoras de energia.

Apenas os funcionários dessas empresas, os sindicatos e os partidos políticos aos quais são alinhados ainda ficam pé contra a privatização.

Os consumidores, em geral, querem energia boa e barata, independente de quem seja o gestor das empresas, se público ou privado.