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A intervenção militar no Rio

A intervenção militar no Rio de Janeiro, decidida no final da semana passada pelo presidente Michel Temer para enfrentar a criminalidade no Estado, vem dividindo as opiniões.

Não é para menos. Trata-se de uma medida grave e radical. Com ela, as Forças Armadas assumem o comando de todas as atividades de segurança no Estado, seja da Policia Militar ou da Polícia Civil.

Uma parte apóia a iniciativa por avaliar que a situação da segurança pública no Rio é de fato crítica e que todas as tentativas de combate ao crime no Rio resultaram em fracasso.  Com isso, instalaram-se o caos e o pânico.

Quanto as críticos, uma parte entende que nem todos os recursos para enfrentar o problema foram esgotados. Na opinião destes, ainda há o que se fazer antes de se lançar mão desse recurso extremo da intervenção.

Entre os críticos há também quem argumente que não é papel das Forças Armadas enfrentar bandidos nas ruas ou nos morros. E outros tantos que atacam a medida simplesmente como exercício de seu papel de oposição ao governo, sem dar a mínima para o desespero da população do Rio.

Guerra civil

Muito bem! A Constituição estabelece claramente que as Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, se destinam à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e da lei e da ordem.

Por acaso o Rio está em ordem? Faz muito tempo que as forças de segurança do estado perderam completamente a batalha para os bandidos. A cidade tem hoje quase 600 pontos nos quais a polícia não pode botar os pés, pois são áreas de domínio dos traficantes.

Em resumo, o Rio vive uma guerra civil não declarada. O total de mortes violentas é o maior da década. Além disso, a polícia do Estado hoje tem quase tanto bandido quanto nos morros, conforme denúncia do próprio ministro da Justiça.

Então, a intervenção militar decida pelo governo federal é mais do que necessária. Ela já deveria ter ocorrido há muito tempo. As forças de segurança do Rio perderam completamente o controle da situação. O Exército está preparado para qualquer missão em cima da terra, por mais espinhosa que ela seja.

O que se espera é que a intervenção tenha sido muito bem planejada e que não se trate de uma medida de afogadilho, tomada ao sabor dos acontecimentos e do oportunismo político.

 

 

Comissões Técnicas

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (PMDB), empenhou-se no final de semana na formação das Comissões Técnicas da Casa.

Ele pretende instalar as novas comissões ainda hoje, para que elas comecem a trabalhar já amanhã.

A primeira matéria a ser analisada é a que dá licença ao governador Wellington Dias para uma nova viagem ao exterior, a partir de quarta-feira.

BR-222

Na sexta-feira, o presidente da Assembleia Legislativateve audiência com o novo comandante do 2º BEC, o coronel Alerrandro Farias. Na pauta a BR 222.

O presidente da Assembleia solicitou uma nota técnica do Exército para que viabilize a inclusão da BR-222 no PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento.

Não à intervenção

O governador Wellington Dias lavrou o seu protesto contra a intervenção militar na segurança pública do Rio de Janeiro.

“Alguém acredita que, no estado democrático, vai ser com intervenção, ou seja, saindo o comando do Governador eleito e passando para o Exército, que vamos mudar o quadro da Segurança no Rio de Janeiro ou em qualquer outro Estado?”, indagou.

Perigo

Para Wellington, trata-se de “um caminho perigoso. Inclusive para a nossa frágil democracia.”

Segundo ele, o crime já está organizado nacionalmente e o país precisa organizar a defesa e a segurança do povo brasileiro.

Obra coletiva

O caos na segurança do Rio não é obra de um governo só. Foram muitos os que fizeram força para empurrar o Estado à situação em que se encontra.

Desde 1983, foram estes os governadores do Estado eleitos pelo povo: Brizola, Moreira Franco, Brizola de novo, Nilo Batista, Marcelo Alencar, Garotinho, Benedita da Silva, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral, Sérgio Cabral novamente, Pezão e Pezão outra vez. E pouco?

Pé na estrada

De retorno da viagem oficial à Guiana Francesa, o presidente do Conselho Nacional do Sesi, João Henrique Sousa, volta às suas atividades em Brasíla e, na quarta-feira, retoma  suas andanças pelo interior do Piauí.

Ele terá encontros com lideranças municipais do PMDB em Floriano, envolvendo nove municípios da região; Canto do Buriri, na quinta-feira, com mais nove cidades; e São João do Piauí, na sexta-feira, com a participação outras seis cidades.

Foto: Divulgação

João Henrique Sousa, presidente do  Sesi,  em Caiena, com o reitor da  L’Université de Guyane, Alain Didier, e auxiliares.

 

 

* A Assembleia Legislativa aprovou voto de pesar pelo falecimento do jornalista José Fortes Filho, ex-editor dos jornais O Dia e O Estado.

* A proposição foi apresentada pelo deputado Fernando Monteiro(PRTB), líder do bloco formado pelo PTC/PRTB/PRP.

* José Fortes tinha 67 anos e era redator da Coordenadoria Estadual de Comunicação Social.

* A missa de sétimo dia será celebrada amanhã, às 19 horas, na Igreja de Nossa Senhora das Graças, no bairro Buenos Aires.

 

Bala de prata

Do governador Wellington Dias, sobre a intervenção do Exército na segurança pública do Rio de Janeiro:

- Batalha como esta não se vence com uma bala de prata.