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Auxílio-moradia derruba ministro

Um ministro renunciou ao cargo um dia depois de sua mulher, vice-ministra do Trabalho, se demitir após um jornal revelar que ela, mesmo sendo rica, recebia auxílio-moradia.

Mas isso foi lá na Grécia. O ministro que pediu as contas foi Dimitri Papadimitriou, da Economia e do Desenvolvimento. Ele entregou sua carta de demissão ao primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, na noite de segunda-feira, alegando "razões de sensibilidade política" para a renúncia.

Enquanto isso, o jornal O Globo traz extensa reportagem sobre o “auxílio moradia” que os mais bem pagos servidores públicos brasileiros recebem.

São 17.200 juízes e desembargadores, 10.687 promotores e procuradores dos Ministérios Públicos Estaduais, 2.390 procuradores federais, 553 conselheiros dos Tribunais de Contas, 88 ministros de Tribunais Superiores e 9 ministros do TCU. O total é de 30.927 contemplados com os R$ 4.377,00 mensais.

Amplo, geral e irrestrito

A Lei Orgânica da Magistratura, de 1979, garante esse auxílio ao magistrado que não tenha moradia. Mas o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, assinou uma liminar estendendo o benefício a 30.927 servidores, indistintamente e sem condicionamentos.

Ou seja, esses graduados servidores públicos recebem o auxílio-moradia mesmo que residam em mansões e apartamentos de luxo próprios e que tenham mais de um imóvel residencial.

Enquanto isso, Estados como o Piauí se veem sem condição de pagar o piso do professor, de apenas R$ 2.455.

É assim que o Brasil quer combater suas graves e gritantes desigualdades sociais!

 

 

Paraquedas

É certo que o ex-senador João Vicente Claudino não saltou de paraquedas na sucessão estadual.

Já em 2016 ele se movimentava no sentido de se filiar ao MDB para se habilitar à disputa como um nome da oposição.

Diante, porém, da guinada do partido rumo ao governo, ele puxou o freio de mão.

Campanha

Durante todo o ano passado, ele fez várias viagens ao interior, participando das campanhas de seus amigos, sem vinculação com partidos.

Agora, porém, decide se apresentar como candidato a governador pelo PTB.

Osso bom

Ocorre que, hoje, no Piauí, o PTB chega a ser mais governista que o PT do governador Wellington Dias.

Nessas condições, a candidatura do ex-senador ao Karnak se torna inviável, pois não há força política no mundo que faça o PTB lagar o osso.

Cabo eleitoral

Quem também saiu das obras foi o ex-prefeito Sílvio Mendes, presidente da Fundação Municipal de Saúde.

Mesmo filiado ao PP do senador Ciro Nogueira com pompa e circunstância, ele avisou  alto e bom som, em claro português, que acompanhará a candidatura do oposicionista Luciano Filho (PSDB) ao governo.

Como se sabe, o PP já fechou com a reeleição do governador Wellington Dias.

Mais empréstimo

A propósito do PP, o presidente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira, que, em busca da reeleição, colou no governador Wellington Dias, informou ontem que está trabalhando junto à Caixa Econômica pela liberação de um novo empréstimo de R$ 300 milhões para o Piauí.

Pelo visto, nem dormindo o senador Ciro não sonha em ser governador do Piauí, pois o estoque de dívida do estado já é gigantesco e ele só ajuda a aumentá-lo.

Foto: Cidadeverde.com

Henrique Pires: mais saneamento no interior

Saneamento

Os prefeitos de Água Branca e Bom Jesus, Jonas Moura e Marcos Elvas, devem encerrar seus mandatos com obras de saneamento que foram iniciadas ainda na primeira gestão e tiveram continuidade agora.

Em comum, os dois prefeitos contaram com o apoio do atual secretário nacional de saneamento ambiental do Ministério das Cidades, Henrique Pires, que à época era secretário de saneamento da Funasa e depois se tornou presidente do órgão.

As duas cidades chegarem ao status de mais de 80% de cobertura em saneamento básico, fato raríssimo no Piauí.

 

 

* Em sua posse, ontem, como ministro extraordinário da Segurança, Raul Jungmann apontou o consumo de drogas como origem da violência no Rio.

* Em um país que está precisando com urgência de um ministro que tenha ação firme contra o crime, aparece um descobrindo a pólvora.

* Francamente, qual é o empreendedor que vai querer investir em um estado que não tem condição de pagar o piso do professor?

 

Garganta seca

O deputado Gustavo Neiva (PSB), da bancada da oposição, chega para o garçom Magrão, no plenário da Assembleia Legislativa, e reclama que ele o deixou de garganta seca. É que ele, deputado, estava falando por mais de meia hora na tribuna e pedindo água e nada de o Magrão levá-la. Magrão, um garçom muito querido dos deputados e de grande presença de espírito, não se deixou abater com a cobrança:

- Deputado, não faça tempestade em copo d’água. Quem lhe deixa de garganta seca é o governo. Todo dia o senhor quer dar uma lapada no governador. É assunto que não acaba mais. Só pode é ficar de garganta seca.