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Carta fora do baralho

A prisão do ex-presidente Lula finalmente se efetivou, no final de semana, mas ela não é página virada. Essa novela ainda não acabou. O PT já iniciou uma estratégia para politizar a prisão do ex-presidente.

Com isso, o partido vai tentar manter o discurso de que Lula está sendo vítima da Justiça brasileira. Será também uma tentativa de minimizar os impactos da prisão, o mais duro golpe já sofrido pelo PT, além de tentar manter o eleitorado cativo do partido.

Quanto à candidatura de Lula à Presidência da República, o PT avalia que ela está inviabilizada. Portanto, já jogou a toalha. Mesmo assim, o plano da sigla é manter essa candidatura em qualquer circunstância, até que ela venha a ser barrada no TSE, com base na Lei da Ficha Limpa.

O PT terá, desse modo, um tempo para recuperar o fôlego e começar a traçar o Plano B para a sucessão presidencial. O nome mais forte hoje ainda é o do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Curiosamente, mesmo propagando que a ex-presidente Dilma foi vítima de um golpe, o Partido dos Trabalhadores não cogita lançar o nome dela ao Planalto. Assim, a ex-presidente está decidida a concorrer ao Senado por Minas Gerais.

Cada partido tem a sua estratégia. E, no PT, Dilma é carta fora do baralho.

 

 

Má companhia

Repercutiu muito nos meios políticos, no final de semana, a declaração publicada pela imprensa dando conta de que a ex-presidente Dilma descartou concorrer ao Senado pelo Piauí por se recusar a fazer uma dobradinha com o senador Ciro Nogueira (PP), que votou a favor do impeachment dela. A ex-presidente foi curta e grossa:

- Jamais subiria em um palanque ao lado do Ciro Nogueira.

PT quer Ciro

Por um lado, o senador se sentiu aliviado, mas, por outro, certamente ele ficou encabulado, pois tem é se esforçado para se aproximar dos petistas.

Já chegou até a declarar em mais de uma ocasião que votaria em Lula para presidente.

Ciro está aliado com o PT do governador Wellington Dias.

Oposição

O pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSDB, deputado Luciano Nunes, participou no sábado de seminário de formação política realizado em Paulistana. O evento reuniu representantes de 15 municípios do território de desenvolvimento do Vale do Rio Itaim.

O tucano disse no evento que o Piauí está esquecido e precisa de gestão participativa.

Novo ministro

O Palácio do Planalto confirmou ontem que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, assumirá o Ministério de Minas e Energia.

O antigo titular de Minas e Energia era o deputado Fernando Coelho Filho, que deixou a pasta para disputar as eleições.

 

 

* No final de semana, o prefeito Firmino Filho declarou que vota no deputado Luciano Nunes, do PSDB, para  governador.

* Não adiantou, contudo, se fará campanha para o tucano, mas a sua declaração foi recebida com entusiasmo pela oposição.

*O prefeito estava bicudo com os tucanos e aliados, porém, não quer embates públicos com elas, alegando que roupa suja se lava é em casa.

* De José de Freitas vem a denúncia de que roubaram as pedras de contenção da Barragem do Bezerro. Com isso, a represa está para ruir.

 

O encantador de cachorro

Durante café com o ex-senador João Vicente Claudino, o deputado Dr. Pessoa (SD) contou que estava absolutamente admirado com a capacidade de envolvimento do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (PMDB). E contou o motivo:

- Não tem cerca pra ele. Ele chega aonde quer. Lá em casa, por exemplo, eu tenho três cachorros. E tenho uma cachorra que é arisca, estranha todo mundo, só se dá comigo. Pois não é que bastou o Themístocles ir lá em casa uma vez e, quando ele voltou, a cachorrinha já foi recebê-lo abanando o rabo?