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Perigo pega carona no descaso

Imagem: Cidadeverde.com

Barragem do Bezerro: risco de rompimento por falta de manutenção

 

O risco de rompimento da Barragem do Bezerro pegou carona no descaso. Conforme relatos do promotor de Justiça Flávio Teixeira de Abreu, em entrevistas ao Grupo de Mídia Cidade Verde, em sucessivas ocasiões as autoridades deram demonstrações de desinteresse pela conservação do reservatório.

Ele contou que assumiu a 2ª Promotoria Cível da Comarca de José de Freitas em 2012 e, de lá cara cá, fez várias reuniões com os órgãos responsáveis para tratar da situação da barragem.

Nesses encontros, vários compromissos foram assumidos e nunca foram cumpridos. Então, ele se viu na obrigação de entrar com uma ação na justiça para obrigar esses órgãos a fazerem as intervenções necessárias para a manutenção e segurança da barragem.

E sabe por que nada foi feito na barragem? Em primeiro lugar, por falta de vontade política. Em segundo lugar, porque existe uma montanha de órgãos só para cuidar da barragem do Bezerro, que tem problemas ambientais, fundiários e estruturais, entre outros.

Assim, a Emgerpi é a dona das terras; o Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idep) é o órgão que toma conta da parede; a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente são responsáveis pela área de preservação; e a Prefeitura de José de Freitas tem o papel de administrar os barraqueiros.

O resultado é que, apesar de tantos órgãos para cuidar do lago, no final, ninguém fez nada. Porque, é como ensina aquele ditado popular: em panela que muitos metem a mão, ou sai salgado ou insosso.

Então, o risco de rompimento da barragem, provocando uma nova tragédia, é resultado de todo esse descaso, e não apenas pelo fato de São Pedro ter carregado na mão com tanta chuva.

Mas, por fim, não custa indagar: quantas Barragens do Bezerro ainda existem no Piauí? Ou, perguntando de outra forma: quantas estarãocom os mesmos problemas, por pura negligência dos gestores?

 

Foto: Divulgação

Sanção da lei criando a Universidade do Delta

Universidade do Delta

O deputado federal Heráclito Fortes (DEM) disse ontem que a sanção, pelo presidente Michel Temer, do projeto de lei criando a Universidade Federal do Delta do Parnaíba é resultado da luta de muitas mãos.

Ele disse que a ideia foi lançada pelo prefeito de Parnaíba, Mão Santa, ainda quando ele era senador, e levada adiante pelo seu colega deputado Paes Landim (PTB), com a sua colaboração e de outros parlamentares, mais recentemente, como Átila Lira (PSB) e Julio César (PSD).

Heráclito destacou também o apoio dos ex-ministros Paulo Renato e Mendonça Filho, da Educação.

Canto da sereia

Ontem, em entrevista à Rádio Cidade Verde, o deputado Heráclito Fortes advertiu aos prefeitos que não caiam no canto da sereia dos que andam prometendo a liberação imediata de recursos federais para os municípios.

Ele disse que a maioria das prefeituras piauienses se encontra inadimplente e impedidas, portanto, de receber recursos federais através de convênios ou empréstimos.

Barragem

O diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi), Geraldo Magela, após vistoria de equipe técnica do órgão, garantiu, ontem, que o trabalho de recuperação da parede da Barragem do Bezerro, em José de Freitas, impedirá risco de rompimento. Segundo ele, toda a parede será restaurada, fortalecendo o corpo da barragem contra a pressão da água. 

Intervenção

A infiltração na parede, iniciada no domingo, ameaçando derrubar a parede, cessou completamente ontem, após a intervenção do Idepi.

O nível do sangradouro do açude foi rebaixado, possibilitando a redução no nível da água e, consequentemente, na pressão sobre a parede.

Alerta

Tem sido muito explorado politicamente um ofício do prefeito de José de Freitas ao governador Wellington Dias, em fevereiro do ano passado, cobrando providências para a manutenção da Barragem do Bezerro.

Ora, se o prefeito visse mesmo algum perigo seguramente teria sido mais insistente.

 

 

*A revista Veja informa na coluna Radar, em sua edição on-line, que a ex-presidente Dilma balançou para transferir seu domicílio para o Ceará.

* Segundo a nota, ela estava de olho no espólio eleitoral de Lula no Nordeste. Mas acabou optando por Minas Gerais, seu estado natal.

* Se eleita, Dilma vai fazer parte da Casa que tirou o seu mandato, o Senado. Nesse quesito, vai repetir Fernando Collor.

* O senador Aécio Neves (PSDB) foi internado ontem às pressas, após passar mal em Brasília. Se fosse algo grave, ele teria voado para São Paulo.

 

 

Quem topa?

Da mesma forma que nasceu, com muita rapidez, o movimento dos parlamentares para inclusão do nome “Lula” em seus nomes também já virou piada. Corre nas mídias sociais a provocação:

-“Colocar Lula no nome é fácil. Quero ver é cortar o dedo.”