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Dois anos de Michel Temer

Foto: Divulgação/Planalto

Presidente Michel Temer: balanço do governo

 

Sem bolo de aniversário, o presidente Michel Temer completa dois anos de mandato. A sua situação política é dramática, pois ele chega ao segundo ano de governo como o presidente mais impopular da história, sem condição política de realizar o seu sonho de se apresentar como candidato às eleições de 2018 e com extremas dificuldades até para ser aceito como cabo eleitoral.

Nestes dois anos, Michel Temer foi golpeado duas vezes pela Procuradoria-Geral da República (PGR), com devastadoras denúncias de  envolvimento nos desvios de recursos da Petrobras e de obstrução de Justiça.

A Câmara dos Deputados não autorizou as investigações pelo Supremo Tribunal Federal. E ele sobreviveu a duras penas.

Trama

Não ficou clara a participação do presidente no esquema denunciado pelo Ministério Público Federal. As acusações só serão efetivamente esclarecidas quando ele deixar o mandato e a investigação for retomada e concluída.

O que ficou evidente, nas duas denúncias, especialmente na primeira, foi a trama para derrubá-lo, como mostraram depois os fatos.

O presidente não caiu, mas não se refez do baque, e toca o seu mandato politicamente desidratado.

Por isso, ele ficou sem condição de aprovar a reforma da Previdência, apontada como necessária por todos. Como ele mesmo adianta, logo ela se tornará tema obrigatório na campanha eleitoral em todos os níveis – nas disputas para presidente da República, governador e parlamentares em geral.

Foco na economia

Em dois anos, Temer se concentrou na recuperação da economia do país, na redução da taxa de juros, na queda da inflação e no equilíbrio das contas públicas.

De junho 2016 a março de 2018, a taxa básica de juros da economia, Selic, caiu de 14,25% para 6,50%, de acordo com dados do Banco Central.

No mesmo período, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a taxa oficial da inflação, desabou de 9,32% para 2,76%.

Paralelamente à redução dos juros e da queda da inflação, o governo conseguiu aprovar, em dezembro de 2016, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto de Gastos.

A reforma trabalhista, aprovada em julho de 2017, também considerada importante pelo governo, alterou mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Sem  perspectivas alvissareiras, porém, resta ao presidente cumprir tabela e abraçar o desafio de, até o final de seu mandato, insistir na aceleração da retomada do emprego.

Daí, então, é aguardar o julgamento da justiça e da história.

 

 

Sem prorrogação

O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Erivan Lopes, para segunda-feira, dia 21, eleição para mandato complementar de sete meses para os cargos de presidente, vice-presidente, corregedor e vice-corregedor do TJ.

Isso depois que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, em sessão de ontem, à unanimidade, considerar nulo o Art. 2º da Resolução 85/2017, do Tribunal de Justiça do Piauí, que prorrogou o mandato dos atuais dirigentes do Tribunal.

Reeleição no TJ

O CNJ decidiu, ainda, por maioria de votos, permitir a realização de eleição para mandato complementar.

O desembargador Erivan Lopes lá se apresentou como candidato à reeleição, com mandato encurtado.

É certa a sua recondução ao cargo.

Empréstimos

O deputado Robert Rios (DEM) disse ontem que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil suspenderam as operações de crédito consignado para servidores públicos do Estado.

Segundo ele, a medida foi tomada porque não foi repassado aos bancos os descontos compulsórios feitos pelo governo nos contracheques dos servidores.

Emenda

O deputado federal Rodrigo Martins (PSB-PI) aproveitou a entrega de novos equipamentos no Hospital da Polícia Militar, pelo governador Wellington Dias, para tirar uma casquinha com o governo.

Ele disse ter destinado, através de emenda parlamentar, R$ 1 milhão dos R$ 2 milhões que foram empregados na compra dos equipamentos.

Pai da criança

Rodrigo Martins disse que, mesmo assim, o governo o acusa de trabalhar contra o Estado.

O presidente Themístocles Filho (MDB) disse que esteve presente ao hospital e ouviu o governador Wellington Dias citar a emenda do deputado Rodrigo Martins.

Foto: Pablo Cavalcant/RCV

Campanha  -  A advogada Geórgia Nunes (foto), coordenadora da Academia Brasileira de Direito Eleitoral, calcula que os tetos estabelecidos para os gastos de campanha, nas eleições deste ano, chegam a ser inferiores aos de 2014 em vários Estados, como é o caso do Piauí. Mesmo assim, ela acredita que o país segue firme no caminho para realizar eleições sem a contaminação do poder econômico.

 

 

 

* O deputado Gustavo Neiva (PSB) congratulou-se com os produtores rurais do Piauí pelo sucesso da Exposoja, no município de Nova Santa Rosa.

* Já o deputado Francisco Lima Lula (PT) comunicou que participou da Exposição Capritânia, no município de Betânia.

* O parlamentar relatou que no evento conheceu animal de uma nova raça de caprinos, que chega a 1,10 metro de altura.

* O ex-senador João Vicente Claudino participa de uma feira em Fortaleza representando o seu grupo empresarial.

 

 

Negociação em Brasília

Foi-se o tempo em que as negociações nos escalões de Brasília se davam com esperteza, mas sem malandragem. Um prefeito do sertão do Piauí bateu em gabinete ministerial para tentar destravar um projeto que estava enganchado na burocracia oficial. Adentrou ao gabinete de um técnico graduado em companhia de um deputado federal. Conversa vai, conversa vem, o técnico botando sempre dificuldade para liberar os recursos. O prefeito, já quase no desespero, apelou:

- Doutor, pelo amor de Deus, libere esse dinheiro que eu lhe dou um bode!