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Alta no preço da gasolina ajuda a cobrir baixa do diesel

Foto: Cidadeverde.com

Gasolina fica mais cara com a baixa no preço do diesel

 

“Infelizmente, a maioria dos brasileiros ainda é ciente que o governo tem dinheiro, fabrica dinheiro. Não entende que o governo apenas arrecada e gasta o que o povo gera através do seu trabalho. Por este motivo, o governo bom, para a maioria, é o gastador e demagogo. Não entende que a conta vem para a população com juro e correção!”

A opinião é do ex-governador e ex-senador Freitas Neto, economista por formação e político por vocação. O comentário ilustra bem o momento vivido pelo país, após a maior greve dos caminhoneiros já registrada na história.

Durante o movimento, o Instituto Datafolha foi às ruas e constatou que 87% dos brasieiros apoiaram a greve e 59% disseram acreditar que o pacote de medidas anunciado pelo governo tem mais prejuízos do que benefícios para a população.

O custo da greve

De fato. Na primeira fatura que o governo lançou para pagar a conta da greve, já vai torrando quase R$ 10 bilhões.

O primeiro ato do presidente para cobrir o acordo com os caminhoneiros pelo fim da paralisação reonera a folha de pagamento das empresas, aumentando, por conseguinte, a carga tributária de 11 setores da economia.

Ou seja, o governo calculou que o Brasil já saiu da grave crise econômica, as empresas estão muito bem de caixa e elas devem pagar os custos da greve dos transportadores de cargas rodoviárias.

O presidente Temer editou três Medidas Provisórias (MPs) para garantir o cumprimento do acordo com caminhoneiros e reduzir em R$ 0,46 o preço do litro do diesel na bomba por dois meses, a partir de sexta-feira passada.

Sem caixa, o governo saiu metendo a tesoura no orçamento da União para este ano e cortou R$ 1,2 bilhão em saúde, educação, saneamento e habitação popular.

Com R$ 160 milhões a menos na área da saúde, serão afetados hospitais universitários e o atendimento a populações indígenas e à Rede Cegonha, que acompanha gestantes.

Houve um corte de R$ 45 milhões no Farmácia Popular e no Mais Médicos.

Também a redução de R$ 8 milhões em investimentos no transporte ferroviário e aquaviário (o que aumenta, em tese, a dependência do transporte rodoviário).

Outros cortes

– R$ 55,1 milhões a menos na educação, incluindo corte de bolsas para estudantes pobres (bolsas de ensino superior como Fies, projetos científicos etc);

– menos R$ 30,7 milhões no orçamento da reforma agrária (o que agrada à bancada ruralista no Congresso);

– corte nas ações de proteção e demarcação de terras indígenas (R$ 625 mil a menos);

– redução nos programas de segurança alimentar, de obras contra as secas e de saneamento básico em comunidades ribeirinhas;

– menos R$ 3,9 milhões no programa Criança Feliz, um dos poucos programas sociais lançado pelo próprio governo Temer;

– alta da gasolina, com média em torno de R$ 5;

(Fonte: Diário Oficial da União e Congresso em Foco.com)