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O Piauí no novo Atlas da Violência

Infográfico: Reprodução/G1

 

O novo Atlas da Violência 2018, divulgado na semana passada, traz duas informações relevantes sobre o Piauí – uma boa e outra ruim. A boa é que o Estado possui a 3ª menor taxa de homicídios do país e a menor do Nordeste.

A ruim é que o crescimento da violência no Piauí foi um dos seis maiores do país nos últimos cinco anos: 55%. Nos últimos dez anos, ele salta para 67,7%.

O levantamento traz dados referentes ao ano de 2016 e informa que o Piauí teve uma taxa de 21,8 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes, enquanto a taxa nacional bateu 30 mortes por 100 mil brasileiros.

A taxa ano a ano no Piauí

A taxa de homicídio subiu assustadoramente no Piauí na década estudada pelo Ipea, mesmo sem acompanhar a disparada dos demais Estados que registraram explosão da violência no período.

Em 2006, o Piauí registrou 418 homicídios. A taxa caiu nos anos seguintes. Foram registrados 383, em 2007; 361, em 2008, e mais 385 assassinatos, em 2009.

Ela voltou a subir em 2010, com 411 homicídios, mais 440 no ano de 2011; outros 525, em 2012, e ainda 598, em 2013.

Um novo salto na taxa de homicídios no Estado ocorreu em 2014, passando para 717, caindo para 650 em 2015 e subindo novamente em 2016, com 701 assassinatos. Este foi o último ano pesquisado.

Em resumo, o Piauí não está tão mal quanto o Rio Grande do Norte, que em dez anos engordou sua taxa de mortes por homicídios em 307,5%; o Maranhão, que chegou a 148,5%; o Acre, com 129,7%, ou o Ceará, com 103,2% no mesmo período.

Mas o Piauí não está bem como São Paulo, que reduziu essa taxa em 41,9% e o Espírito Santo, que baixou seus homicídios em 27,9%, também entre 2006 e 2016.

 

Comparação

Se o Piauí quer se comparar com outros Estados, que procure os que efetivamente estão conseguindo enfrentar com sucesso a criminalidade, e não com os que perderam completamente o controle da situação.

Afinal, sair de um total de 418 assassinatos anuais para 701seguramente não é um bom motivo para comemoração.

A violência é um drama nacional, inegavelmente. Ele atinge a todos as unidades da federação. Mas por que, ainda assim, uns Estados conseguem reduzir os homicídios e outros não?