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Assembleia anula decisão que derrubou veto

A história é capaz de dar um nó na cabeça de qualquer um que não prestar bem atenção à narrativa: aquele projeto de lei encaminhado pelo governador Wellington Dias à Assembleia Legislativa, reajustando os salários de várias categorias de servidores, foi aprovado pelos deputados e depois vetado pelo governador. A Assembleia derrubou os vetos, mas a história não se encerrou aí. Ontem, os deputados desderrubaram o veto.

Foi assim: sob protesto dos professores que lotaram as galerias e dos deputados de oposição, que se retiraram do Plenário, a Assembleia Legislativa aprovou, ontem, o Projeto de Resolução da Mesa Diretora que anulou, por 18 votos contra 10, as duas votações que rejeitaram os vetos do governador aos reajustes salariais dos professores, dos policiais militares e agentes penitenciários.

Em seguida, o Plenário aprovou, com 18 votos e 17 votos respectivamente, as Mensagens 33/18 e 34/18 do Poder Executivo que vetam os reajustes salariais.

A justificativa

Antes da votação, o líder do Governo, deputado Francisco Limma Lula (PT), pediu que os parlamentares da situação votassem para manter os vetos do governador.

Em seguida, o deputado Robert Rios (DEM), líder da oposição, disse que era o dia da vergonha para a Assembleia Legislativa e que a anulação das votações dos vetos poderia ser questionada na Justiça.

A Mesa Diretora justificou a anulação das votações que rejeitaram os vetos do governador assinalando que seguiu orientação da Procuradoria Geral da Assembleia Legislativa.

O deputado Nerinho (PTB) explicou que o presidente Temístocles Filho não assinou a derrubada do veto porque se tornaria inelegível e que os oposicionistas Luciano Nunes (PSDB), Rubem Martins (PSB) e Juliana Moraes Souza (PSDB) poderiam ter assinado, mas também não o fizeram, pelo mesmo motivo.  (Com informações da Alepi)

 

 

Imagem: Reprodução/D.O.E

Mudança na Sefaz

O secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, licenciou-se do cargo para se submeter a uma cirurgia em São Paulo.

Entretanto, o Diário Oficial do Estado publicou, na edição de terça-feira, 19, ato do governador Wellington Dias exonerando o secretário e nomeando para seu lugar o superintendente da Receita, Antônio Luiz Soares Santos.

Será o Benedito?

Tomás Moro – que deve ser um ancestral do juiz Sérgio Moro – é, por ironia do destino, o padroeiro dos políticos e governantes.

Ele nasceu em Chelsea, Londres, na Inglaterra, em 1478. Foi político, doutor em direito e professor.

A passagem do seu dia foi lembrada ontem, no Piauí, com celebração de missa na Praça do Povo, na Assembleia Legislativa.

A missa foi celebrada pelo padre Fábio Fernandes, da capela da Assembleia. Deputados e servidores participaram da celebração.

Plamta

O governo informou que na terça-feira, 18, fez o primeiro repasse para o pagamento de faturas em atraso da rede conveniada do Iaspi/Plamta, mas até ontem o dinheiro não havia caído nas contas dos hospitais, clínicas e laboratórios.

Hoje haverá uma audiência no Ministério Público sobre a questão.

 

Foto: Divulgação

Nova estrada para o litoral -  O governador Wellington Dias informou que a estrada que liga Cocal, Cajueiro da Praia e Barra Grande está quase pronta. A nova rodovia, de 66 quilômetros, é asfaltada e tem sinalização horizontal e vertical. “É mais estrutura para o turismo, o comércio e a agropecuária da região”, comemora. Segundo ele, finalizada, a obra vai diminuir em 80 quilômetros a distância entre Teresina e Barra Grande e vai interligar a Serra da Ibiapaba, no Ceará, ao litoral piauiense.

 

 

 

* O professor José Marques de Melo morreu ontem, aos 75 anos, em São Paulo. Uma perda irreparável para o jornalismo, sobretudo para os cursos de comunicação.

* Alagoano, José Marques de Melo sofreu um infarto fulminante em sua residência. Que ele viva nas sábias lições deixadas para as novas gerações de jornalistas e professores de comunicação.

* O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários de Teresina (Sintetro) anunciou, ontem, que a categoria vai parar hoje na capital.

* A entidade alega que não saiu o pagamento da 2ª parte do salário, que deveria ter sido feito ontem.  O pagamento do salário dos rodoviários é feito todo dia 5 e todo dia 20.

 

 

Casa da luz vermelha

O protesto da oposição, ontem, na Assembleia Legislativa, contra a anulação dos vetos ao projeto de lei do Executivo reajustando os salários dos servidores estaduais, foi parar no blog O Antagonista, de Diogo Mainard:

(...)“Revoltado com uma manobra do governador petista Wellington Dias para anular uma votação que derrubou um veto sobre reajuste de professores da rede pública, Robert Rios, um deputado estadual do Piauí, disse que a Assembleia Legislativa é “um cabaré sem alvará, com putas velhas e caras”.