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PP: "Vão-se os anéis e ficam os dedos"

Foto: Wilson Filho/Cidadeverde.com

Senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas

 

Não foi de bom grado que o Progressistas topou a condição do governador Wellington Dias para abrir mão da indicação da vice-governadora Margarete Coelho como candidata à reeleição. O partido tinha motivos de sobra para insistir em sua tese.

Começa que a vice-governadora Margarete Coelho inegavelmente se portou com competência e desenvoltura no exercício do mandato. Além de tudo, deu um charme feminino à cúpula do poder.

Afora isso, o Progressistas é hoje o maior partido do Piauí e também o que possui o maior número de aliados. Por isso, as bases queriam, em sua esmagadora maioria, um projeto mais ousado para estas eleições.

Pragmatismo

Porém, o partido fez as contas e, mais uma vez, pôs em prática o seu excepcional pragmatismo. A prioridade da sigla é a reeleição do seu presidente nacional, o senador Ciro Nogueira. Então, é para lá que o partido vai.

Não obstante o arrojado trabalho que vem fazendo em Brasília como parlamentar, sendo peça importante na liberação de recursos para o Estado e os municípios, o senador não aparece bem nas pesquisas.

Esta não é, todavia, a preocupação principal. Ciro Nogueira tem um grande lastro, com apoio político de peso em todos os municípios. Transformar isso em voto para a sua reeleição não chega a ser um quebra-cabeça tão complicado, pois ele é do ramo.

Lava Jato

Acontece que ele vem experimentando um grande desgaste popular desde o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O próprio PT colou nele a pecha de golpista. Não bastasse, enfrenta ainda os desgastes das denúncias da Lava-Jato.

Neste particular, até aqui não existe uma prova cabal e escandalosa contra o senador. Ele simplesmente foi jogado na vala comum para qual foram arrastados todos os dirigentes dos maiores partidos.

Receber doações das empresas era a regra do jogo. Elas só foram proibidas a partir das eleições de 2016. Sair explicando isso em campanha eleitoral, num momento em que o eleitor não está interessado em explicações, não é uma tarefa das mais fáceis.

Capitulação

Assim, o Progressistas não quis correr riscos. Até aqui o governador Wellington Dias se apresenta como um bom cabo eleitoral.

E está nessa condição, inclusive, com a ajuda direta do senador. Sem o empenho pessoal dele, Ciro, para liberar empréstimos e outros recursos para o Estado, possivelmente o governador estivesse em situação política e eleitoral delicada.

A capitulação do Progressistas na disputa pela vice se encaixa, dessa forma, no jogo próprio da política. “Vão-se os anéis, ficam os dedos.” É nisso que, a estas alturas, o partido aposta.

 

 

Aliança

O presidente estadual da Fundação Ulysses Guimarães, ex-ministro João Henrique Sousa, esclarece que o MDB está selando acordo com o PT para a eleição estadual.

Para presidente, cada partido votará em seu candidato. E o do MDB tende a ser o ex-ministro Henrique Meirelles.

Chegou o Meirelles!

A propósito, Meirelles desembarca logo mais, às 9h30, no aeroporto de Teresina, em sua pré-campanha pela presidência da República.

Esta é a agenda divulgada ontem pela assessoria da coordenação de campanha do ex-ministro:

Às 10 h, ele dará coletiva à imprensa na sede do MDB, bairro São João.

Às 10h30, participa de reunião com dirigentes e deputados do MDB, sede do partido.

12h30 – almoço com empresários e representantes do setor produtivo - na Fecomércio.

16h – Embarque para Brasília.

Veto petista

No PT, o governador Wellington Dias sinaliza que a vaga de vice em sua chapa será destinada ao MDB.

Já o presidente do partido, deputado federal Assis Carvalho, se acha no direito de invadir a casa do aliado e sair vetando e endossando nomes.

Ora, cabe ao MDB fazer a escolha. É assim que funciona em toda aliança.

Senado

A propósito, a executiva estadual do Partido dos Trabalhadores se reúne no próximo sábado, em Teresina, para avaliar as últimas decisões sobre as eleições de 2018.

A exclusão do nome da senadora Regina Sousa da chapa majoritária, conforme os critérios fixados pelo governador Wellington Dias (cada partido indica apenas um candidato), deve estar entre os assuntos em pauta na reunião petista.

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* A estas alturas, fica difícil saber se o torcedor brasileiro está mais satisfeito com a vitória da Seleção ou a eliminação da Alemanha.

* O reajuste de 2,95% para os servidores estaduais, aprovado na semana passada, já foi sancionado pelo governador Wellington Dias e publicado no Diário Oficial do Estado.

* O PTC comunicou que o senador Fernando Collor não será mais o candidato do partido a presidente da República.

 

 

De olho no jogo

Do humorista Fraga:

- Não há nada que possa impedir uma torcida de xingar um árbitro. É livre-arbítrio.