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Wellington Dias limpa a área

Imagem: Cidadeverde.com

Governador Wellington Dias

 

O governador Wellington Dias avança em seu projeto de engenharia política para as eleições de 2018. Ele começou a limpar a área para montar a chapa majoritária.

Primeiro, manteve no banco de reservas o PTB, que andou sonhando em indicar a deputada Janaína Marques para a vaga de candidato a vice. O governador deixou claro que o partido só tinha cacife para bancar tal reivindicação se o nome indicado fosse o do ex-senador João Vicente Claudino. Este, por sua vez, preferiu manter a distância regulamentar do governo.

Margarete sobra

No lance seguinte, Wellington Dias tirou de campo o Progressistas, hoje o seu principal e mais importante aliado. A vice-governadora Margarete Coelho foi comunicada que não havia espaço para ela ser candidata à reeleição.

O argumento usado, segundo ela, foi o de que cada partido só teria direito a indicar um candidato na chapa majoritária. O Progressistas fez a opção, naturalmente, pelo nome de seu presidente nacional, senador Ciro Nogueira, candidato à reeleição.

Banho-maria

Era de se esperar que, na jogada seguinte, Wellington confirmasse a vaga de vice para o MDB, que a reivindica desde que entrou no governo. O governador, porém, está cozinhando o galo. E em fogo brando.

Ele não veta o nome do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho, como seu companheiro de chapa, mas não move uma palha para sacramentá-lo.

Pelo contrário, agora o governador dá uma bicuda na bola, ao chamar para o centro do campo o presidente regional do MDB, deputado federal Marcelo Castro, incluindo o nome dele na relação dos pré-candidatos a senador. Se essa ideia vingar, o MDB perde a vaga de vice.

Carta na manga

Essa movimentação do governador dá a entender que ele tem outro nome na cartola para a vice, mas o mantém a sete chaves. Há quem enxergue, no entanto, a senadora Regina Sousa como a preferida dele para essa posição.

Para tanto, ele teria que quebrar a regra criada por ele mesmo de um candidato para cada partido na chapa majoritária. Não seria um problema intransponível. Entre os aliados, a fidelidade ao governador é tanta que eles são capazes até de engolir gol contra e sair para o abraço, comemorando.