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Nova pesquisa assusta o governo

Infográficos: Cidadeverde.com

 

A nova pesquisa de intenção de voto do Instituto Opinar, divulgada ontem pelo Grupo de Mídia Cidade Verde – TV , Rádio, Portal e Revista – não tem potencial para tirar o sono do governador Wellington Dias, mas recomenda que ele não cochile na busca de sua reeleição.

Pelos dados apurados, o governador teve uma queda acentuada de aceitação, em relação à pesquisa anterior, publicada há um mês. O novo levantamento não apresenta, porém, um crescimento expressivo da oposição. Ou seja, até aqui, Wellington está perdendo para ele mesmo.

A terceira rodada de pesquisa Opinar mostra a liderança do governador com 41,13% das intenções de voto. Ele foi, no entanto, o candidato que mais registrou queda no percentual de votos, caindo de 50%, na primeira pesquisa (em junho), para 41%, depois de marcar 47,69 em julho.

A nova pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 13 de agosto, em 57 municípios do Piauí. O Instituto entrevistou 1.082 eleitores. A margem de erro é para 2,97% para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE com o nº PI-08668/2018. É a primeira sondagem depois das convenções partidárias que homologaram as alianças e as candidaturas.

Oposição 

O candidato Dr. Pessoa (Solidariedade) surge em segundo lugar, com 11,65% das intenções de voto. O deputado Luciano Luciano Nunes, do PSDB, se manteve estável e tem 7,58%.

O senador Elmano Férrer (Podemos), que apareceu com 5,18% das preferências em julho, pontuou agora com 3,05%.

De acordo com o levantamento, 17% dos entrevistados estão indecisos e 16,54% disseram que vão votar nulo ou branco. 

 

 

Manobras ousadas

Nesse período, o que ocorreu nas hostes do governo para empurrar o governador para baixo? Em primeiro lugar, deu-se a definição dos palanques. Agora o eleitor sabe quem é quem.

Na montagem do seu, Wellington fez duas manobras ousadas. A primeira foi riscar o nome do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (MDB) da chapa majoritária. A segunda foi puxar do bolso do colete o nome da senadora Regina Sousa para ser a sua vice.

Com a chapa pura do PT, o governador causou grande desconforto à base. Seu gesto foi interpretado como um sinal de desconfiança nos aliados e de que ele montou a chapa de 2018 já pensando nas eleições de 2022.

Desgaste

Outra: nesse mesmo período, o governo enfrentou momentos de desgastes por conta da suspensão do atendimento aos usuários do Plamta/Iaspi, na rede hospitalar privada, e também pela prolongada greve dos professores, que ainda não receberam o reajuste do piso salarial de 2018.

A pesquisa pegou, ainda, os impactos negativos da Operação Topique, da Polícia Federal, que resultou na prisão de 23 pessoas acusadas de envolvimento em uma quadrilha que desviou quase R$ 120 milhões do transporte escolar.

Até aqui não há acusação direta ao governo, mas, como a operação se deu dentro da Secretaria de Educação e em tempos de campanha eleitoral, as suspeitas colam nele facilmente. Portanto, é quem paga a conta do desgaste.

 

 

Gorduras a queimar

Wellington Dias ainda tem muita gordura para queimar, pois a soma das preferências de todos os adversários não ameaça a sua vitória no primeiro turno.

Além disso, o governador tem ainda a seu favor a liderança do ex-presidente Lula, que nada a largas braçadas no Piauí, com 68% das preferências dos eleitores. Como Wellington é o nome associado ao de Lula, é ele que acaba se favorecendo dessa vantagem.

O fator Dr. Pessoa

O risco maior está, no momento, na candidatura do deputado Dr. Pessoa (SDD), que já largou com mais 11% das citações.

O outro nome de peso da oposição, deputado Luciano Nunes (PSDB), não avançou fora da margem de erro, embora tenha chances de crescimento com os apoios que recebeu dos prefeitos das maiores cidades do Piauí – Teresina e Parnaíba.

Já o senador Elmano Férrer (Podemos) acabou caindo com as idas e vindas de sua candidatura. É difícil apostar que ele vença as ‘forças ocultas’ e melhore substancialmente o seu desempenho nas pesquisas.

Por fim, essa arrancada do Dr. Pessoa é apenas fogo de palha ou o candidato tem fôlego para ir mais longe? E qual seria o seu teto? A próxima pesquisa deve indicar as respostas.