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Uma vocação para a tragédia

Em 1960, um político exótico correu o Brasil de ponta a ponta com uma vassourinha prometendo varrer a corrupção do país. Sua campanha era contra o governo de Juscelino Kubitschek, que pôs o Brasil na modernidade.  

Não foi difícil vencer o candidato governista, o marechal Teixeira Lott, um patriota legalista, correto, preparado, contido e, por isso mesmo, sem apelo popular. A figura destrambelhada de Jânio Quadros incendiou as ruas, atropelando a carismática figura de JK, o presidente mais popular da história do Brasil.

Jânio venceu o pleito com um discurso fácil. Ele recebeu nas urnas a maior votação da história, até então. Era uma febre. Sete meses depois da posse, renunciou ao mandato. Eleito por um partido minúsculo, o inexpressivo PTN (Partido Trabalhista Nacional), não reuniu as condições políticas para governar.

Um país no abismo

Com a sua renúncia, ele planejava dar um golpe. Imaginava que voltaria ao poder em seguida nos braços do povo. Mas ninguém moveu uma palha pela sua volta. Os que votaram maciçamente nele estavam decepcionados com o seu governo, que vivia de factoides.

A renúncia do presidente empurrou o país para a mais grave crise de sua história, na segunda metade do século 20. O vice-presidente, João Goulart, assumiu a presidência debaixo da desconfiança dos militares.

Obrigou-se até a governar um tempo sob o parlamentarismo. Mas não houve jeito. Acabou derrubado em 64 e o país mergulhou em uma noite que durou 21 anos, um capítulo trágico da história que já parece esquecido.

O Brasil Collorido

Depois da renúncia de Jânio, o Brasil só voltou a ter eleição para presidente em 1989.

Outra vez, um político igualmente exótico, que dava socos no ar e ameaçava caçar marajás, Fernando Collor, caiu nas graças do povo e ganhou a eleição, também por um partido inexpressivo, o PRN (Partido da Renovação Nacional).

Impetuoso como Jânio, também não reuniu as condições para governar, meteu os pés pelas mãos e caiu.

Nos momentos finais de seu curto reinado, apelou dramaticamente aos brasileiros que votaram nele que saíssem às ruas em sua defesa vestindo roupas com as cores da bandeira do Brasil. Os brasileiros vestiram luto. Ele seguiu para seu cadafalso, deixando a nação em crise.

Faz muito pouco tempo que o país provou essas duas amargas experiências, mas corre a passos largos para repeti-las.Só uma vocação para a tragédia pode explicar isso.

 

 

Foto: Divulgação

Líderes piauienses acompanham Haddad em Pernambuco

Campanha

O governador Wellington Dias e o deputado federal Marcelo Castro, candidato a senador pelo MDB, fizeram campanha ontem em Pernambuco, ao lado do candidato Fernando Haddad.

O deputado Fábio Novo também fez parte da comitiva.

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Circulou nas redes sociais um vídeo com o prefeito Firmino Filho elogiando a passagem do deputado federal Marcelo Castro (MDB) pelo Ministério da Saúde.

O tucano diz que Marcelo, hoje candidato a senador no palanque do governo, foi um grande parceiro da Prefeitura de Teresina enquanto ministro.

Pingos nos is

Logo em seguida, Firmino teve que se explicar, informando através de sua assessoria que seus candidatos a senador são Ciro Nogueira (Progressistas) e Robert Rios (DEM).

Ele afirmou que o vídeo com os elogios a Marcelo não passavam de um gesto de cortesia.

Pesquisas

Do candidato a presidente pelo PDT, Ciro Gomes, em campanha ontem em Teresina:

- Jamais devemos entregar aos institutos de pesquisa a nossa decisão. A decisão do voto dessa vez não podemos errar. E em um país que até deputado se vende é bom que a gente coloque a pulga atrás da orelha também com instituto de pesquisa.

Depois de caminhada pelas ruas do Grande Dirceu, o candidato cumpriu agenda de campanha em Timon.

Foto: Divulgação

Piauí – Sertão, Rio Mar – Foi das mais prestigiadas a abertura da Exposição Fotográfica Piauí – Sertão, Rio e Mar, do médico e fotógrafo Valdeci Ribeiro. Na ocasião, ele lançou o seu livro-álbum com o mesmo título. A exposição, montada inicialmente em São Paulo, segue até o dia 5 de outubro, na Galeria de Arte Nonato Oliveira, no Clube dos Diários.

 

 

* O Brasil tem novo presidente, com a viagem do presidente Michel Temer, ontem, aos Estados Unidos.

* Ele foi participar da cerimônia de abertura da 73ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York.

* Com isso, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, passou a ocupar o Palácio do Planalto.

* Isso porque Temer não tem vice. Os próximos linha sucessória, Rodrigo Maia e Eunício Oliveira, são candidatos à reeleição.

 

 

Fake e fato

Deu nas redes sociais:

- Eu achava que essa eleição ia ser horrível por causa das fake news. Mas ele tá sendo horrível é por causa das notícias reais mesmo.