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Brasil faz a eleição mais radicalizada de sua história

Imagem: Reprodução

O Brasil repete o espírito da Roma antiga 

 

O Brasil caminha para a eleição presidencial mais radicalizada da história recente. Até então, o troféu era do pleito de 2014, disputado pela presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB).

O país saiu literalmente rachado daquela campanha. Dilma foi reeleita com 51,64% dos votos válidos, enquanto o candidato da oposição recebeu 48,36% da votação. A presidente venceu em 15 estados e o senador, em 11, mais Distrito Federal.

O Brasil caminhou dividido depois da eleição. Uma crise atrás da outra, até na que resultou na queda da presidente através do impeachment.

Desde então, os ânimos se acirraram ainda mais. Os brasileiros voltam às urnas, este ano, em clima de pé de guerra.

As pesquisas de intenção de voto indicam que a disputa tende a se afunilar entre dois candidatos, um que representa as forças da extrema esquerda e outro as da extrema direita.

Eleitor quer sangue

Os candidatos do centro não conseguiram se viabilizar. Eles viraram pó em meio ao acirrado debate entre os candidatos do PT e do PSL, indicando que o eleitor quer é sangue.

São 13 milhões de desempregados, a crise econômica está mais viva do que nunca e não existe perspectiva de retomada do crescimento a curto prazo.

A violência está fora de controle, o país parou em termos de investimentos públicos. A corrupção ainda não foi debelada. Os trabalhos da Lava Jato seguem a pleno vapor. A defesa é um desafio.

Mesmo assim, o que atrai o eleitor é a pregação radical dos candidatos de esquerda e de direita, impregnada de ódio e vazia de soluções para o país.

Na Roma antiga, era assim: o sangue dos gladiadores levava as multidões ao delírio, mas isso não resolvia os graves problemas dos que assistiam às lutas sanguinárias.

Este é o mesmo caminho que o Brasil trilha no momento, esquecido da velha e sábia lição bíblica: "Quem planta vento, colhe tempestade".