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Chega de ódio!

Reprodução/TSE

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), desembargador Sebastião Ribeiro Martins, dirigiu ontem uma mensagem aos eleitores piauienses a propósito das eleições gerais que serão realizadas hoje. Ele conclamou os eleitores a comparecerem às urnas e a votarem de forma livre e consciente.

O desembargador lembrou que a presença do eleitor nas urnas é fundamental para o fortalecimento da democracia. O presidente do TRE garantiu que o Piauí terá uma eleição limpa, pacífica e segura.

Sebastião Ribeiro Martins criticou o discurso do ódio que marcou a campanha eleitoral deste ano. Para ele, “essa onda de ódio eleitoral não deveria existir. Devemos unificar o país.”

Radicalismo

De fato, o Brasil realizou em 2018 a campanha mais acirrada desde o restabelecimento das eleições diretas para presidente, em 1989.  A radicalização chegou ao extremo de ter um candidato à presidência, o deputado Jair Bolsonaro (PSL), líder nas pesquisas, esfaqueado durante ato público em plena luz do dia.

Os extremismos levaram à bipolarização do pleito. Os brasileiros vão decidir hoje o futuro do país divididos em duas gigantescas e antagônicas correntes. Uma não tolera a outra.

Daí nasceu essa onda de terrorismo, de lado a lado. E muitos vão votar ou por ódio ou por medo, e não propriamente por amor ao país e apreço à democracia.

Verdades e mentiras

Claro que há muitas verdades nos ataques que esses megagrupos desferiram um contra o outro. Mas há também muita mentira e, principalmente, muito exagero.

O Brasil não vai acabar com a eleição do novo presidente, seja ele quem for. Entre os mais cotados nas pesquisas de intenção de voto, qualquer um que seja o escolhido terá obrigatoriamente que se submeter ao conjunto de regras que organizam a vida institucional do país.

Essas regras asseguram a legitimidade dos eleitos, mas não conferem poder absoluto a ninguém.

O dia seguinte

Chegar até aqui não foi fácil. Ao longo da história, muitos se sacrificaram para que o Brasil pudesse novamente resolver as suas crises e procurar as suas saídas no voto, como faz hoje.

Então, que a vontade das urnas seja acatada, em respeito à soberania popular. Este é o princípio básico da democracia. 

Do mesmo modo, o eleito passa a ser o representante de todos, e não mais apenas de sua corrente política.

Se não foi possível fazer uma campanha eleitoral com o mínimo de tolerância, que a eleição se faça em clima de respeito, sensatez e paz! Já será um grande e importante passo para a reconciliação do país.