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A maior 'fake news' da campanha

A confiança é uma via de mão dupla, um pacto de honra – expresso ou tácito. Esse pacto existe, por exemplo, em relação à urna eletrônica. Mesmo com muitas críticas ao sistema brasileiro de captação e apuração de voto, a Justiça Eleitoral pede que o eleitor – e também os candidatos e os partidos políticos – acreditem nela, na urna eletrônica.

E assim todos – ou quase todos – vão às urnas confiantes nesse sistema, invenção genuinamente brasileira e também única no mundo. Os demais países, mesmos os mais desenvolvidos, e supostamente mais civilizados, ainda votam na cédula de papel.

Até aqui, nos 28 anos de experiência da urna eletrônica, está demonstrada e comprovada a sua eficácia, a sua rapidez e a sua segurança.

Prestação de contas

Outro pacto que existe entre o eleitor, os partidos e a Justiça Eleitoral se relaciona com a prestação de contas dos candidatos.

Os candidatos apresentam seus balancetes informando que gastaram tanto em suas campanhas, a Justiça Eleitoral examina os números, bate o carimbo, assina e aprova essas prestações de contas.

Como existe um pacto de confiança, depois de aprovados esses processos vão para o arquivo morto. Um outro não passa no crivo da Justiça Eleitoral. Mas por questões meramente formais, não pela quantidade de recursos declarados como gastos na campanha.

Nestas eleições, particularmente, a Justiça Eleitoral deu em cima das fake news, as notícias falsas espalhadas a torto e a direito durante a campanha política.

Pediu que os eleitores colaborassem na fiscalização, denunciando as notícias falsas. Muitos atenderam apelo.

Encerro indagando: existe algo mais fake news, mais falso, do que prestação de conta de candidato?

 

 

Desastre

O deputado federal reeleito Átila Lira (PSB) avaliou ontem que o desempenho das oposições, na campanha eleitoral deste ano, no Piauí, foi simplesmente desastroso.

Segundo eles, dos 224 prefeitos, apenas oito votaram em candidatos da oposição ao governo, sendo quatro no Dr. Pessoa (SDD) e quatro no deputado Luciano Nunes (PSDB).

Começo do fim

Átila acredita que o governo Wellington Dias, apesar da vitória, se agigantou demais e caminha para uma entropia, ou seja, para uma audodestruição.

É, pode ser, mas antes ele acabou com a oposição.

Fusão

O presidente do PTC do Piauí, deputado reeleito Evaldo Gomes, disse ontem que está tudo alinhavado para a fusão de seu partido com o Patriota.

As convenções que decidirão a fusão das duas siglas serão realizadas em outubro.

É o caminho que elas tomarão para saltar a cláusula de barreira.

As 'sobras'

Do deputado federal Marcelo Castro, senador eleito pelo MDB, sobre o comentário irônico do humorista João Cláudio Moreno de que se o governo tivesse botado mais uma forcinha teria feito os 10 deputados federais do Piauí, na eleição passada:

- A base do governo não fez dez deputados por causa da minha lei que permitiu que o partido ou coligação que não fizesse o quociente eleitoral participasse da "sobra".

 

 

* O deputado Hélio Isaías (PP) também está sonhando acordado com a presidência da Assembleia Legislativa.

* O deputado Átila Lira (PSB) sinalizou que seu voto no segundo turno é para o petista Fernando Haddad, que tem mais a ver com o seu partido.

* Conhecendo ele como eu conheço, arrisco, sem medo de errar: a partir do dia 29, ele será eleitor de Bolsonaro no Congresso. É o que importa.

* No próximo mandato, se quiser ter oposição, o governador Wellington Dias terá que ele mesmo fazer esse papel.

 

 

Quem te viu, quem te vê!

O PFL também teve os seus áureos tempos de PT, isto é, mandou à vontade. O governador Freitas Neto foi inaugurar obras no interior e, depois das inaugurações, reuniu-se com lideranças do partido para umas doses de uísque, que ninguém é de ferro. Lá pelas tantas, o governador perguntou aos presentes:

- Qual é o maior partido do Piauí?

Um correligionário adiantou-se:

- Sem dúvida, é o PFL, o nosso Partido da Frente Liberal.

Um auxiliar do governador tomou a frente e, para a gargalhada de todos, sapecou:

- É, não! O maior partido do Piauí é o PFN, o Partido do Freitas Neto.