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O voto do Não!

Foto: Reprodução/Veja

 

Um voto de rejeição. É o que o Brasil terá no próximo domingo, dia 28, no segundo turno da eleição presidencial. Pelo menos é o que indica uma nova pesquisa do Instituto Datafolha, publicada no final de semana pela revista Veja, em sua edição on line, e outros veículos de comunicação.

O levantamento aponta que, mais do que as propostas que os candidatos Fernando Haddad (PT) ou Jair Bolsonaro (PSL) apresentaram durante a campanha, a rejeição ao Partido dos Trabalhadores ou ao capitão explicam boa parte das intenções de voto que ambos têm neste segundo turno.

Entre os eleitores de Bolsonaro, o desejo de renovação, porque ele nunca foi presidente, e a simples rejeição ao Partido dos Trabalhadores somam 55% das menções de motivos que os fazem escolher o candidato do PSL. 

As propostas para a segurança, principal bandeira do candidato, representam 17% das respostas dos entrevistados

Na sequência, os eleitores de Bolsonaro disseram escolher o candidato pela “imagem e valores pessoais” (13%), “melhores propostas/plano de governo” (12%) e “combate à corrupção/impunidade” (10%). “Experiência e capacidade de governar” e as propostas para saúde e educação representam 5% das menções cada.

No caso do petista Fernando Haddad, a rejeição a Bolsonaro é o principal motivo citado por quem escolhe o candidato do PT (20%), seguido por “melhores propostas/plano de governo” (15%).

A identificação com as ideologias do partido foi citada por 13%. Os quesitos “experiência e capacidade para governar” e “por causa do Lula” somaram 11% das respostas, cada.

Os eleitores de Haddad também afirmaram escolher o petista pela “imagem e valores pessoais” (7%), porque ele “pensa na população mais pobre” ou por suas “propostas para a educação”, que empatam com 6% das menções.

A rejeição

Na mesma pesquisa do instituto, Bolsonaro tem 59% das intenções de voto para presidente, contra 41% de Haddad. Os dois candidatos oscilaram dentro da margem de erro, de 2 pontos porcentuais. Bolsonaro, que aparecia com 58%, oscilou para cima. Haddad, que tinha 42%, para baixo.

Os números dizem respeito aos votos válidos, que desconsideram brancos, nulos e indecisos. Em relação ao total de votos, Bolsonaro passou de 49% para 50% e Haddad, de 36% para 35%.

Ao medir a rejeição, a maioria dos entrevistados (54%) afirmou que não votaria de jeito nenhum no candidato do PT, enquanto 41% responderam Bolsonaro.

Na pesquisa, os eleitores podiam apresentar mais de um motivo para sua intenção de voto, por isso a soma é sempre superior a 100%.

A pesquisa Datafolha ouviu 9.137 eleitores, entre os dias 17 e 18 de outubro, e tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

O número de registro no Tribunal Superior Eleitoral é o BR-07528/2018. (Com informações de veja.abril.com.br)