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Os aloprados de Bolsonaro

No quente do primeiro turno da campanha eleitoral, o candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), general Hamilton Mourão (PRTB), andou se metendo em várias polêmicas que em nada ajudaram o candidato a presidente.

Em uma delas, defendeu o fim do 13º salário e do abono férias. Do leito do hospital, onde se recuperava de um atentado a faca, Bolsonaro se viu obrigando a desautorizar a fala de seu vice, lembrando que o pagamento do 13º salário e do abono de férias está assegurado na Constituição.

Mais um

Agora, na última semana da campanha do segundo turno, é um dos filhos do candidato do PSL, Eduardo Bolsonaro, aquinhoado com o mandato de deputado federal por São Paulo com estrondosa votação, que se mete a fazer gracinhas com o Supremo Tribunal Federal.

O deputado disse, em vídeo que corre pelas redes sociais, que, para fechar o Supremo, não é necessário nem um jipe, mas apenas um cabo e um soldado.

Eduardo Bolsonaro joga mais lenha na fogueira em um momento em que seu pai se esforça para passar ao Brasil e às instituições a imagem de um político que tem equilíbrio para enfrentar as adversidades e maturidade para dialogar com o país, após o embate eleitoral.

A declaração do deputado é disparada também em um instante em que o PT tenta colar no candidato do PSL a acusação de ter sido beneficiário de um esquema de fake news (notícias falsas ), via WathsApp, espalhadas por empresas de mídia digital supostamente contratadas por empresários simpáticos a Bolsonaro, o que seria ilegal.

Puxão de orelha

Novamente, diante do mal-estar criado no STF e em outras instituições, o candidato a presidente pelo PSL se viu forçado a desautorizar a fala de seu pimpolho.

Ele afirmou ontem, em entrevista ao SBT, que repreendeu o filho pelo “absurdo” da declaração gravada em um vídeo em que o deputado eleito fala na possibilidade de fechar o Supremo.

 “Eu já adverti o garoto, o meu filho, a responsabilidade é dele. Ele já se desculpou. Isso aconteceu há quatro meses, ele aceitou responder uma pergunta que não tinha nem pé nem cabeça, e resolveu levar para o lado desse absurdo”, desculpou-se Bolsonaro.

Com esse tipo de aliado e de cabo eleitoral, o Bolsonaro nem precisa de adversário.