Cidadeverde.com

PT, um sobrevivente das urnas

Mesmo contabilizando a sua primeira derrota na eleição presidencial, desde 2002, e de outros insucessos eleitorais nos Estados, o PT sai das urnas de 2018 como um sobrevivente, entre os grandes partidos.

O candidato do partido, Fernando Haddad, conseguiu 30% dos votos no primeiro turno e 44,9%, no segundo turno. Outros grandes partidos, como MDB e PSDB, ficaram na poeira ainda no primeiro turno.  

A partir de janeiro, o PT comandará o maior número de Estados: quatro, todos no Nordeste. No 1º turno, o PT já tinha eleito governadores na Bahia, no Ceará e no Piauí. Com o resultado do 2º turno, Fátima Bezerra (PT-RN) se soma à lista.

Quem vem mais

Depois do PT, quatro partidos elegeram três governadores, cada um. São eles: MDB, PSDB, PSB e PSL. O PSL, do presidente eleito Jair Bolsonaro, por exemplo, estará à frente de Rondônia, Roraima e Santa Catarina.

Já o MDB, que elegeu sete governadores em 2014, vai comandar Alagoas, Distrito Federal e Pará. O PSB conquistou o governo do Espírito Santo, da Paraíba e de Pernambuco. Os governadores do PSDB foram eleitos em São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

Nas eleições de 2014, o MDB teve o maior número de vitórias nas disputas pelos governos estaduais. O partido elegeu sete governadores. Na época, as vitórias dos emedebistas foram em Alagoas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins.

Depois do MDB, quatro anos atrás, PT e PSDB elegeram cinco governadores cada um. Os petistas estavam no comando do Acre, da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais e do Piauí.

Já o PSDB tinha governadores em Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná e São Paulo.

O PT também está nas coligações vencedoras de outros cinco estados, após a escolha de Belivaldo Chagas (PSD) para governar Sergipe.  No turno anterior, já haviam vencido Renan Filho (MDB), em Alagoas; Flávio Dino (PCdoB), no Maranhão; João Azevêdo (PSB), na Paraíba, e Paulo Câmara (PSB), em Pernambuco.

No Senado

MDB, Rede e PP são os partidos que mais elegeram senadores este ano. A partir de 2019, o Senado será composto por 81 senadores de 21 partidos diferentes.

Na nova composição do Senado, perdem partidos grandes e tradicionais, MDB, PSDB e PT. Além deles, PSB e PR também saem como perdedores.

Por outro lado, ganham legendas até agora pouco expressivas, como Rede e PSL. O PSD também sai da eleição com um saldo positivo.

O MDB continua tendo a maior bancada, mas o número de cadeiras caiu cerca um terço: passou de 18 para 12.

O PT teve uma perda parecida: eram nove e agora são seis. Deixará de ser a terceira maior bancada, ficando atrás de MDB, PSDB e PSD, e junto com PP e DEM.

Com o PSDB ocorreu algo parecido: de 12, passará a ter oito senadores.

Esta foi a primeira eleição da Rede, que já tinha um senador porque Randolfe Rodrigues, do Amapá, trocou o PSOL pela legenda. Randolfe foi reeleito.

Outros quatro também ganharam no Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Norte e Sergipe, aumentando de um para cinco o número de senadores do partido.

O partido do presidente

O PSL, do presidente eleito Jair Bolsonaro, não tinha nenhum senador. Em 2019, terá quatro, representando os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Quatro partidos que não têm nenhum senador hoje passarão a ocupar cadeiras no Senado no ano que vem. O PHS elegeu dois, enquanto PRP, PSC e SD fizeram um, cada.

Do lado oposto, o PCdoB, que tinha uma senadora, não terá mais representação, com a derrota de Vanessa Grazziotin, no Amazonas.

Legendas como PSD, DEM, PDT , PTB e PPS terão algum crescimento. Outras, como PP, Pode, PTC e PROS ficarão iguais. Já PR e PSB verão sua bancada reduzida pela metade, passando de quatro para dois senadores, cada.

Na Câmara

A Câmara dos Deputados será composta por 513 deputados federais de 30 partidos diferentes, um recorde nas eleições. Atualmente, 25 partidos estão representados na Casa.

PT e PSL, os dois partidos que se rivalizaram no segundo turno da eleição presidencial, elegeram o maior número de representantes.

A bancada do PT terá 56 deputados e a do PSL, 52. Em seguida com mais cadeiras na Casa aparecem PP (37), MDB (34) e PSD (34).

Maiores bancadas serão do PT (56 deputados) e PSL (52)

O PMDB foi o que mais perdeu cadeiras: caiu de 66 eleitos em 2014 para 34 eleitos em 2018.

O PSL foi o mais ganhou cadeiras: foram 52 deputados eleitos agora, contra 1 em 2014.

O PSDB, que foi a 3ª maior bancada eleita em 2014, caiu para 9º lugar.

MDB desaba

Na comparação do resultado de 2018 com o de 2014, o MDB do presidente Michel temer foi o que sofreu o maior revés. O número de deputados da sigla caiu quase pela metade: despencando de 66 para 34 deputados.

Considerando os números de 2014, apenas o PRTB deixou de eleger um deputado federal.

Esta é a correlação de forças entre os partidos nas eleições deste ano.

(Com informações do g1.com)