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PP propõe redução da máquina

Foto: Cidadeverde.com

O governador recebe proposta do PP para enxugar a máquina

 

Esta história se passou há mais de dez anos, no Tribunal de Contas do Estado: era um daqueles momentos em que estava em ebulição o debate sobre o aumento da idade para a aposentadoria dos magistrados.

A votação da chamada “PEC da Bengala” – elevando de 70 para 75 anos a aposentadoria compulsória – entrava na ordem do dia do Congresso Nacional.

No TCE do Piauí, fez-se uma roda de conselheiros, cujas funções são equiparadas às de magistrado, para discutir o assunto. Todos torcendo pela aprovação da mudança. Houve apenas um voto divergente, o do conselheiro Luciano Nunes, então presidente do Tribunal de Contas.

Abaixo a PEC!

Em seu estilo a um só tempo irreverente, enfático e sarcástico, o conselheiro fez um discurso inflamado contra a tal “PEC da Bengala”. Disse que era uma imoralidade, que tirava a oportunidade de ascensão dos magistrados mais novos, que prejudicava a oxigenação do Judiciário e mais isso e mais aquilo... E saiu.

Quando Luciano Nunes deu as costas, um conselheiro mais jovem, abismado com a cena, comentou, ingenuamente, dirigindo-se ao veterano e enigmático Sabino Paulo, decano da Casa:

- Que coisa! Eu pensei que o conselheiro Luciano fosse a favor da PEC dos 75, mas não é, não! Ele é contra mesmo essa PEC, Sabino?

Sabino, sem alterar o tom de voz:

- É, sim! Ele quer uma que mude a compulsória para 80 anos!

A gargalhada foi geral, pois a respostava traduzia o verdadeiro sentimento de Luciano Nunes sobre a “PEC da Bengala”, aprovada, afinal, em 2015, e da qual acabou se beneficiando com mais cinco anos no Tribunal.

Que reforma é essa?

Lembrei-me desse episódio a propósito da pregação do Progressistas do Pauí, que, passada a eleição, preparou correndo um documento propondo ao governador Wellington Dias o enxugamento da máquina administrativa estadual.

O documento propõe mudanças na previdência social, reestruturação da máquina administrativa, nova política de recursos humanos, implantação de plano de racionalização das despesas de custeio e a definição de prioridades para o plano de desenvolvimento econômico do Estado.

Faço força para acreditar no propósito austero do PP, mas só me vem à cabeça que o partido está dando uma de Luciano Nunes em relação à “PEC da Bengala”. Ou seja, tudo isso não passa de encenação por mais cargos e mais benesses no governo.

 

 

Foto: Divulgação

O presidente da Fiepi, Zé Filho, tem novo mandato na CNI

Zé Filho na CNI

O presidente da Federação das Indústrias do Piauí – Fiepi, Zé Filho, tomou posse ontem para novo mandato no cargo de 2º Diretor Secretário da Confederação Nacional da Indústria – CNI. 

Zé Filho foi empossado durante Reunião de Diretoria realizada na sede da CNI,em Brasília, junto aos demais integrantes da chapa eleita. 

Novo governo

Os dirigentes empresariais trataram, na ocasião, de assuntos estratégicos para o setor, com apresentação das propostas do futuro governo na área internacional.

Também fizeram análise do novo cenário político estadual pós-eleições e da nova composição do Congresso Nacional. 

O empresário Robson Andrade foi reeleito para a presidência da CNI, por unanimidade, pelo Conselho de Representantes da entidade, composto por delegados de federações das indústrias dos estados e do Distrito Federal, para comandar a CNI no período de 2018 a 2022.

E os precatórios?

A Assembleia Legislativa retoma hoje, para valer, as suas atividades depois das eleições. Muitos assuntos em pauta.

Ontem, o deputado Gustavo Neiva (PSB) fez um pronunciamento sobre a situação financeira do Estado e do bloqueio de R$ 48 milhões, pelo Tribunal de Justiça, para pagamento de precatórios com parcelas em atraso.

Dívida da Cepisa

O presidente Michel Temer recebeu ontem, no Palácio do Planalto, o governador Wellington Dias, que tratou da dívida da União com o Piauí, em função da privatização da Cepisa.

De acordo com o governador, o contrato que federalizou a antiga Cepisa previa o pagamento de um valor ao Estado do Piauí caso a mesma fosse privatizada posteriormente.

Mais de 800 milhões

De acordo com um levantamento feito durante as negociações entre o Estado e a União, o valor que deverá ser repassado ao Piauí ultrapassa os R$ 800 milhões.

Segundo o governador, esse total é resultado de dívidas que o estado assumiu na federalização da Cepisa, no final da década de 90, cerca de R$ 700 milhões, sem correção.

Foto: André Oliveira/Divulgação/CCom

O presidente Temer recebe o governador Wellington Dias e o secretário de Fazenda, Rafael Fonteles

 
 

* No vai e vem da política, o deputado Dr. Pessoa esta em vias de perder o comando do SDD no Piauí para o seu colega Evaldo Gomes (PTC).

* O PTC está em conversação adiantada para se fundir ao Solidariedade. A partir de fevereiro, Dr. Pessoa fica sem mandato eletivo.

* O homem forte da área econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Guedes, desautorizou o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a falar de economia.

* Começou a fogueira das vaidades. Só no inferno – ou no governo de Bolsonaro - um político não pode dar palpite sobre qualquer assunto.

 

 

Uma nova ditadura

Conta-se em Picos que, com o fim do Estado Novo, Justino Luz, um misto de médico e farmacêutico, e político da velha UDN antigetulista, entrou na disputa pela Prefeitura. Fez campanha a cavalo, percorrendo os povoados e distritos, pedindo voto naqueles lugares de povo carente e indisciplinado. A certa altura impacientou-se:

- Nós estamos precisando é de uma ditadura!

Um membro da caravana retrucou:

- O que isso, compadre Justino?!.... Nós acabamos de sair dos horrores de uma Ditadura!!!

Justino emendou:

- Sim! Mas agora tem que ser a nossa!