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Sérgio Moro é picado pela 'mosca azul'

Foto: EBC

Juiz Sérgio Moro deixa a Lava Jato e entra no governo

 

O coordenador da Operação Lava Jato, juiz Sergio Moro, aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para ser ministro da Justiça. A decisão foi anunciada ontem, pelo próprio juiz e pelo presidente eleito, depois de um encontro reservado entre eles, no Rio de Janeiro.

Segundo a imprensa, o Ministério da Justiça terá um novo desenho, com novas atribuições, no futuro governo, devendo ser ampliado, abrangendo a área de Segurança Pública, mais a Secretaria da Transparência e Combate à Corrupção, além da CGU e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Ao aceitar ser indicado para o Supremo, Sergio Moro vai repetir, provavelmente, a trajetória do ministro Alexandre de Moraes.

A pessoas próximas, o juiz da Lava Jato disse que poderia fazer "coisas boas" na Justiça. Uma questão fundamental seria ter o controle da PF. Daí o peso de uma eventual fusão da Justiça com Segurança Pública em sua decisão para compor o ministério.

Sedução

Muito bem. O trabalho do juiz Sérgio Moro na Lava Jato é reconhecidamente muito importante para o país, pois se trata do maior esforço de combate à corrupção da história do Brasil.

Por isso mesmo, é delicada a ida dele para o governo, onde estará pisando em um terreno escorregadio, movediço.

Mas, estas alturas, ele não tinha mais outra alternativa, depois de se mostrar seduzido pelo aceno feito pelo presidente eleito para ser ministro.

O Executivo e o Judiciário são poderes harmônicos, mas diferentes, com funções específicas.

Quanto ao juiz Sergio Moro achar que poderá fazer ‘coisas boas’ no Ministério da Justiça, muitos outros também poderiam fazê-las. O difícil é encontrar quem faça o que ele tem feito na Lava Jato.

De  todo modo, está claro quer Sérgio Moro foi picado perla mosca azul. Por melhores que sejam suas intenções, não custa repetir o Eclesiastes, “Vaidade, vaidade de vaidades, tudo é vaidade!”