Cidadeverde.com

Obra de duplicação da BR-343 é abandonada

Foto: Cidadeverde.com

Duplicação da BR-343: terceira paralisação das obras

 

A duplicação da BR-343, na saída Norte de Teresina, já se arrasta há seis anos e não ficará pronta tão cedo. A primeira empresa vencedora da licitação para executar a obra, a Getel, abandonou o canteiro sem concluir os serviços.

Foi chamada a segunda colocada, a Construtora Copa, que retomou as obras e, há algumas semanas, retirou seus equipamentos da estrada. A empreiteira acaba de comunicar oficialmente ao DER e ao Dnit que deixou a obra por falta de pagamento.

Com isso, é incerta a conclusão da duplicação da BR-343, em Teresina. O convênio do Governo do Estado com o Dnit, delegando a obra ao DER, já foi prorrogado duas vezes e se encerra no próximo dia 10, sem que os serviços tenham sido concluídos.

O Dnit está apreensivo porque nem as obras de drenagem na área em frente ao residencial Mirante do Lago foram feitas. Assim, com a aproximação do período das chuvas, é grande o risco de novas inundações no trecho e de interrupção do tráfego na BR.

Três paralisações

As obras de duplicação das BRs-343 e 316, na capital, foram iniciadas em 2012, sendo paralisadas por longos períodos por três vezes.

É um caso espantoso, pois são apenas 9 quilômetros em direção ao Norte do Piauí e mais 8 quilômetros em direção ao Sul do Estado.

No início da década de 70 do século passado, no primeiro Governo Alberto Silva, o Piauí foi ligado de ponta a ponta por rodovias asfaltadas.

As obras foram tocadas pelo Governo do Estado, totalizando mais de 1.200 quilômetros de asfalto apenas nessa ligação rodoviária que começava em Luís Correia e acabava em Cristalândia, no Extremo-Sul do Estado, já na divisa com a Bahia.

Além de muitos outros trechos de rodovias estaduais, o Governo do Piauí fez, naquele período, por delegação do DNER, hoje Dnit, o asfaltamento das BRs-222 (de Piripiri a Tianguá, no Ceará) e da BR-316 (de Picos a Araripina). Os batalhões de engenharia do Exército encamparam vários trechos.

Era um tempo em que tudo era difícil, mas o Governo do Piauí entregou esses trechos com asfalto de boa qualidade.

Quatro governos

Hoje, com tudo mais fácil, o Piauí precisa de quatro governos para fazer apenas 17 quilômetros de estradas, dentro da capital, com tudo ao alcance da mão.

Juntaram-se e não deram conta desse serviço os governos Wilson Martins, Zé Filho e Wellington Dias.

Pelo visto, o atual governador vai precisar gastar mais um pedaço de seu quarto mandato para concluir essas obras.

Por essas e outras, o jornalista Deoclécio Dantas bradava sempre: “Êta Piauí difícil!”

Eu completo: e bota difícil nisso!