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Barragens estão ao deus-dará

Foto: Divulgação

Audiência pública do Senado em Teresina discute a situação de barragens

 

O Senado Federal realizou ontem, através de sua Comissão de Desenvolvimento Regional, uma audiência pública, em Teresina, no auditório da Federação das Indústrias do Piauí (Fiepi), para discutir a situação das 16 barragens do Estado.

A realização da audiência foi proposta pelo senador Elmano Férrer (POD), que é o relator no senado do Plano de Trabalho para avaliar a Política Nacional de Segurança de Barragens em todo o Brasil.

Conforme o senador, no Piauí existem barragens que foram construídas há 100 anos e nunca receberam manutenção. Ele reclama que não existe um programa de monitoramento dessas barragens nem no Estado nem no País.

Durante audiência pública do Senado em Teresina, os participantes debateram sobre a situação das barragens e a necessidade de mudanças na legislação, além da falta de recursos para fiscalização e manutenção.

Estiveram presentes diversas entidades e vítimas da tragédia da Barragem de Algodões, em Cocal (PI). Após discussões e audiências, a Comissão produzirá um relatório final sobre a temática.

Falta monitoramento

Um relatório da Agência Nacional de Águas (ANA) de 2017 aponta que 45 barragens no Brasil estão com estruturas vulneráveis a desabamento.

O número cresceu, se comparado ao ano anterior, quando o levantamento registrou 25 barragens com problemas graves.

Uma barragem é um investimento de milhões de reais. Depois que a obra é feita e entregue, ela fica aí sem nem um vigia sequer.

A preocupação do senador Elmano Férrer com a situação das barragens tem sentido, pois não se faz um monitoramento da situação física desses reservatórios.

Tudo fica, então, nas mãos de São Pedro. Quando ele carrega na mão, então é um deus nos acuda, como se viu em Algodões, em 2009, e em José de Freitas, já este ano.

Cepisa nega que tenha a energia mais cara

A Cepisa encaminhou nota de esclarecimento sobre o Ranking Aneel de Tarifa de Energia Elétrica. É a seguinte:

"Em relação ao ranking de tarifa de energia elétrica, a Cepisa destaca que a fonte oficial é o site da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), http://www.aneel.gov.br/ranking-das-tarifas, e que não procede a informação de que a Cepisa é a mais cara do Brasil. Após o reajuste tarifário anual determinado pela Aneel no último dia 27 e válido desde domingo (2), a Cepisa passou a ocupar a 8ª posição no ranking de tarifas de distribuidoras de energia elétrica do País. Esse ranking é dinâmico, pois muda durante o ano, a partir de fevereiro, à medida que ocorrem reajustes de tarifas das concessionárias".